Blessed be all forms of intelligence.
Lendo: ...
Ouvindo: ...
Justine - Ui, n?ga!
Agrias
Euterpe
FOU
Hazel - in memorian
lau
lena^
Windblog!
etc.
mande emeiu!
Sim, GMail. Eu tenho desde bem no in?cio. Ph34r my l337n355.
Adaptada daqui.
?Que a palavra esteja em unidade com a mente.
E que a mente esteja em unidade com a palavra.
Ó ser, todo iluminado, afasta o véu da ignorância, para que tu me possas iluminar.
Quero viver, noite e dia, incessantemente, a compreensão do que é.
Que eu possa expressar o que é.
Que o que haja eu experimente na íntegra.?
Uma boa prece.
Quer saber algo que eu absolutamente não gosto? Eu costumo manter reserva sobre as minhas pendengas, mas nessa porcaria de mundo de blogs e flogs e tudo o mais, tudo parece tão público.
Eu absolutamente não gosto de gente que não está por inteiro no que faz. Se você vai sair pra se divertir, você vai sair pra se divertir. Se você vai na boite pra dançar, então vá na boite e dance. Se você vai para um motel foder, vá para a porra do motel e foda bastante. É simples, é óbvio, é tautológico.
Mas não. Na night, dentro da boite, e fodendo, parece haver a porra do resto do mundo inteiro ali ao redor, a guerra no Iraque, o estado de saúde do Papa, o sentido da vida e a busca pelo amor, tudo ali, misturado com o agora completamente secundário curso dos eventos. E, naturalmente, esse tipo de coisa nunca se faz consigo próprio no silêncio da individualidade: arrasta-se o resto do mundo inteiro com você. E se não arrasta a porra do mundo inteiro, arrasta quem está próximo, tentando aproveitar o tempo, se divertir, aceitar uma merda de proposta de "bora lá se divertir um pouco".
Sabe o que mais? Péssima coincidência eu ter lido o trechinho que eu li agora, já no fim do dia, prestes a dormir.
Não tivesse lido, não teria escrito essa merda toda.
Por que eu passo de escroto e insensível mas no fim das contas o mundo inteiro vai pro buraco e só sobro eu porque sou a única coisa íntegra e concreta, por bem ou por mal.
Aliás, sabe do que mais ainda? Essa parada vai é pra comunidade do Foda-se.
Estava aqui de bobeira e reencontrei essa...
Cara, nunca tinha reparado que êxtase louco é essa música...
Toda hora que o sujeito cresce "......porque eu vivo seeeeeeeeempre no mundo da luuuuuuuaaaaaaaa" dá uma puta vontade de levantar, esticar os braços e GRITAR!
se você quer vir com a gente,
venha que será um barato!
pegar carona nessa cauda de cometa,
ver a via láctea,
estrada tão bonita...
brincar de esconde-esconde numa nebulosa!
voltar pra casa,
nosso lindo balão azul...
Não sei se vocês já sabem, mas recentemente os astrônomos mundo a fora descobriram um objeto bem grande bem pra lá de Pluto orbitando o Sol. Houve (?) um debate sobre se o troço seria ou não um planeta, e uns decidiram chamá-lo Sedna.
Mas como Sedna é um nome totalmente idiota e não é uma divindade do panteão romano, telefonei pros meus colegas lá da NASA pra falar sobre o assunto. Depois de uma meia hora de tarifa internacional, eles chegaram à conclusão de que eu tenho razão (pra variar) e concordaram em botar uma pressão nos cientistas por lá.
Está mais do que claro que o planeta deveria se chamar Discordia.
Quem se lembra?
Olha quão bizarra chegou a discussão sobre o assunto.
Pior é que o sujeito põe a questão de tal maneira que não dá realmente pra questionar a sua conclusão: é preciso combater a premissa.
Surreal.
Se liga que, esse ano, haverá um Encontro de Ex-Alunos. Pretendo ir.
E foi dada a largada.
Acabou de ser lançado oficialmente o Fedora Core 2.
Já estou baixando os quatro CDs.
A Ploc fim de semana foi praticamente... redentora.
Seis horas de exercício físico descontrolado embalado por música boa, fora a companhia de amigos, é o melhor biotônico que há.
Foda foi passar o domingo todo quebrado depois. Ossos do ofício.
A Ploc é uma festa legal, de gente tranquila e animada. Dá pra frequentar, chegar na pista, passar um tempo, se tiver algo pra conversar dá um pulo no Play, conversa, bebe cerveja, volta pra pista...
Rapaz, o bom de dançar é perder as estribeiras. Passa-se o dia inteiro com o corpo constrito a uma série de movimentos sempre tão repetitivos... Não que isso seja ruim, constringir o corpo dessa maneira, é por esse meio que fazemos coisas produtivas, afinal. Mas não dá pra fazer isso constantemente o tempo todo sem parar. Faz mal à saúde, mental, ao menos.
Enfim.
Esta última do Fúrio Lonza está... interessante.
Deixo meus alegres amigos adivinharem a minha opinião sobre essa opinião dele.
Acabei de fechar na minha própria cara o tab com os meus últimos escritos.
Puta que pariu, mouse.
Vou escrever mais coisa pra justificar. A uns tempos atrás, eu um colega nos interessamos pela análise da linguagem natural pela máquina. Naturalmente, as implicações do domínio dessa tecnologia nas interfaces com o usuário são impressionantes; vide os projetos mais ousados do GNOME sobre o assunto. Enfim.
Recentemente Sorriso, que está namorando uma professora de português, descobriu esse negócio interessante chamado "gramática gerativa", e pegou um livro sobre o assunto (velho que nem em sebo mais dá) e começou a ler. Achamos maneiro, álgebra pura ( <sorriso> não é à toa que ninguém de letras gosta dessa merda ). Vou eu no Google, e, num surto, resolvo pesquisar por "generative grammar". Ignorante, eu.
Já havia ouvido falar sobre Chomsky, mas sabia sobre o sujeito apenas que ele é importante para os de Humanas. Mas, bem, foi o próprio sujeito que inventou esse negócio. Se há assim tanta literatura sobre o assunto, além é claro desse outro esquema chamado link grammar, nós vamos ter muito o que ler. Meu projeto final não tem porra nenhuma a ver com isso, naturalmente, o que vai ser um empecilho.
A idéia é produzir um código genérico que simplesmente compile entrada crua de linguagem natural, seja por escrito, seja de um interpretador de voz, e compile essa entrada em uma estrutura de dados mais próxima da máquina. Como um bom compilador faz, traduz o código sucessivamente em representações de máquina, para permití-lo fazer otimizações interessantes, a idéia é produzir uma representação gramatical correta e pronto, e ver o que se pode fazer com isso.
O primeiro ensaio que li sobre link grammar, se bem me lembro, era o de uma aplicação muito interessante: determinar que dois trechos de texto são paráfrase um do outro. Me parece o tipo de algoritmo aplicado pelo Google News. Mas estou mais interessado nas implicações para interface com usuários. Imagina como não seria muito mais interessante escrever "]$ abra o arquivo tal" do que "]$ vi tal.txt". E, se os interpretadores de voz forem decentes, dizer "abra o arquivo tal".
Computador, o arco.
Foda é que há ainda Michel Foucault, Umberto Eco, José Saramago, e Carl G. Jung na fila. E a porra do projeto final. É muito o que há para aprender nessa vida curta.
Hoje eu e Celso descobrimos que há promoção de Miller no Chopp Gol às quartas-feiras.
Porra, era só o que precisava. Nossa aula de Cálculo IV termina às 21h (e se não terminasse, seria abortada prematuramente anyway) e resolvemos tornar a Miller cerimonial às quartas-feiras.
Essa para de faculdade recentemente tem realmente reanimado os ânimos.
A turma da faculdade é surrealmente unida, especialmente eu, Celso e Pekeno, vai saber como uma coisa dessas veio a se configurar.
Fico satisfeito, beirando o feliz.
Em outras notícias, faltam aproximadamente quinze dias para a ida à São Paulo. Preciso de um companheiro ou companheira de quarto para passar duas noites lá; se for ficar sozinho no quarto, não vou pagar duas diárias. Até pagaria, mas não há muito porquê. Portanto, se por acaso houver quem esteja interessado em ir ao EIRPG e ficar num quarto de hotel comigo, quem quer que seja, deixe cá um comentário.
Ganheir um testimonial do Celso! Rapaz, Orkut tem me divertido horrores nesses últimos dias. Espero que em breve todo o SA esteja lá participando da comunidade Sueca Avançada e escrevendo testimonials idiotas uns para os outros.
Vou dizer a vocês que há poucos prazeres tão singelos e espetaculares quanto chegar da aula maçante (porém instrutiva) de Bancos de Dados no hall do IME cheio de calouros desconhecidos, detectar a presença amiga ali no banco perto da janela onde outrora imaginamos a chapa de Asterix e Obelix para o CT, ejetar a pasta à distância para o banco para obter atenção, e ao penetrarmos no campo da conversa, ouvir:
<Celso> E aí, Thoth, bora tomar uma cerva?
Amigos, essa vida só me faz feliz. :~
Para não perder o ritmo.
Rapaz, está sendo uma maravilha reler o Interpretação e Superinterpretação. Para os poucos e secretos que conhecem essa obra, é praticamente cômico ler Richard Rorty logo após ler Umberto Eco. A negação deste da possibilida de uma intentio operis é típica e já a vi em outros contextos (onde, a propósito, nenhum desses termos faz qualquer sentido): a recusa de que a evidência do que se apresenta deve ser considerada como algo de fato, e a subsequente afirmativa de que tudo pode ser qualquer coisa que nos seja útil, ou agradável.
Me soa como a viagem ao extremo interior do microcosmo, à revelação de que o mundo inteiro, sim, é o resultado de nós; mas me parece uma existência curiosa, essa, e me pergunto como deve ser a interação de uma mente assim com os outros seres humanos. A minha experiência mostra que os outros seres humanos se recusam veementemente a serem como nós os descrevemos para nós mesmos naqueles momentos de solidão, no metrô, no banho, na cama, ou andando até a locadora.
Você pode se deleitar com desbastar textos para encontrar significados que sirvam ao seu propósito porque os pobres textos não têm como expressar sua revolta. Faça isso com um ser humano e veja o que acontece.
Primeiro de tudo, se há realmente alguém lendo isso aqui, por favor comentem sobre a "legibilidade" do blog. Não ligo pro template, escrevo aqui basicamente porque há um banco de dados armazenando tudo. Inclusive, armazenando em iso-8859-1. :-(
Pois bem. Ando comentando muitos blogs ultimamente. Acabei de ler um blog, dessa vez de uma pessoa próxima, e pensei em algumas coisas.
Tive uma conversa uma vez, com uma amiga, sobre a importância de se conversar para que as pessoas se entendam. Apesar de ser difícil, para não dizer insensato, sustentar "não, é melhor nem conversar", ainda assim disse a ela que não é conversando que as pessoas se entendem. Conversando filósofos se entendem, sociólogos, físicos e matemáticos. Em uma conversa nós trocamos idéias abstratas representadas o melhor que pudermos.
Mas não era sobre isso que estávamos falando, não é mesmo? disse eu. Estávamos falando sobre um entendimento de natureza oposta, o entendimento silencioso. O entendimento por trás, ou por baixo, do dizer Eu sou assim. Esse entendimento é mais fácil de se obter, e o obtemos de fato com mais frequência, do que se imagina. Mas ele também é o mais aterrador.
As palavras são fáceis de mudar, em um segundo eu posso alterar minha descrição, minha apresentação, meu perfil do Orkut. Onde diz "do que eu gosto", um pouco de liquid-paper, cadê minha caneta, ah, sim, pronto. Mudei. E talvez, frente à percepção aterradora que nos traz o entendimento subterrâneo, corramos desesperados à fábrica de liquid-paper para encomendar quilos e quilos, para reescrevermos nosso perfis.
E mesmo que não fosse assim, ainda as palavras são assim: uma representação. Como eu me descrevo, como você se descreve, e o porquê de essas descrições serem assim como são e não outras: qual é a intenção do autor dessas palavras, que história é essa que ele quer contar? Por que contar uma história quando a História está já em curso, o tempo passando? Como o típico vilão dos filmes, que passa a juventude atrás da fórmula da juventude, e na velhice, diz ao herói: eu preciso da fórmula para recuperar a juventude perdida!
No ápice da incerteza, talvez, nos revelemos ao entendimento ainda melhor do que nos momentos de paz; o furacão pessoal chega e não sobram nem folhas antigas nem folhas novas do perfil, apenas a evidência inescapável do ser. O que sobra, não sei dizer o que é, muito menos o que é o furacão que expulsa as folhas.
Foi um jogo perigoso esse que você jogou, disse o arquiteto. Retruca a oráculo: a mudança sempre é.
E o amor é apenas uma palavra.
Finalmente atualizei ali do lado o mais recente endereço do blog de Lena.
Colabore, Lena, e não troque mais o diabo do endereço.
Essa semana vi o documentário do Michael Moore, "Bowling for Columbine": impressionante.
Recomendo.
A propósito, andei lendo aqui e ali comentário sobre como Quentin Tarantino é o cara por ter feito a cena em que A Noiva fatia os 88 Fulanos naquele restaurante, e como ele é muito mais foda que os Watchowski por ter feito aquela cena sem efeitos especiais. Por sinal, diz o próprio: If I'd wanted all that computer-game bullshit, I'd have gone home and stuck my dick in my Nintendo.
Para começar, sim, Quentin, você é o cara. Kill Bill foi impressionante. Eu adorei, e pus no top five.
Agora que já estabelecemos isso, vá tomar no seu cu, Quentin, por ter dito isso. Você não faz ficção científica. Faça ficção científica, e depois compare-se com ficção científica. E quando você o fizer, faça sem computer-game bullshit ou engula suas palavras. Se bem que, se meter o seu pau num Nintendo é tudo que você consegue pensar quando pensa em computer-game bullshit, é melhor que continue mesmo nesse seu (excelente) estilo de trabalho.
Estava revendo hoje o Revolutions, pela primeira vez desde que comprei o DVD, e resolvi escrever por quê acho a cena em que o trio Seraph, Morpheus e Trinity invadem o clube noturno do Merovingian a melhor cena do filme.
O personagem do Merovingian é irritante, creio que de propósito. É o homem poderoso que exerce o seu poder se imaginando no topo de uma cadeia de causa e consequência, se gabando dessa posição.
Vê, a beleza dessa cena está no momento em que ele termina seu discurso sobre como todas as causas convergiram para aquela consequência (no caso, eles desejando negociar pela vida de Neo). De repente, em um rompante, Trinity diz I don't have time for this, e começa a descer o sarrafo a torto e a direito. Eventualmente se configura um Mexican Standout (onde está AiR para conferir a expressão) e ela oferece ao vilão a opção do genocídio mútuo, ou da vida do dito cujo.
Aí está a beleza dessa situação. O vilão via causa e consequência provavelmente onde a relação realmente estava. Mas certamente não pôde ver como um pouco de paixão (e não digo amorosa, simplesmente) pode desestruturar as aparências.
Enquanto isso, na Sala de Justiça, os dirigentes da defesa dos estados unidos da américa do norte deveriam aprender que, quando se põe uma pessoa na condição em que ela entregaria a vida pela causa, há pouco o que fazer para se defender. Ou argumentar.
Estava vendo o Fotolog do Bruno e me lembrei daquela ótima dos Blues Etílicos:
o sol me acorda
ainda é cedo
eu fico logo de mau humor
a minha cabeça tá rodando
de onde é que vem esse tambor?
é de manhã
eu tou numa ressaca
eu me arrasto até o banheiro
me sentindo enjoado
enfio a cara no chuveiro...
é nessas horas
que eu digo pra mim mesmo:
nunca mais eu vou beber
mas vem caindo a tardinha
preparo outra caipirinha...
Essa música é dez, e não é a primeira vez que colo essa letra aqui.
O espírito do porre inconsequente está contido nessa letra.
E Blues Etílicos é bom demais.
Atenção a todos os que prestam atenção nessa parada.
Estarei nesse evento.
O que significa basicamente que estarei em São Paulo provavelmente sábado dia 29 e domingo dia 30.
Estou calculando se vale a pena chegar lá na noite do dia 28.
Estava passeando pelos links nessa hora de leve tédio que precede um bom resto de tarde ocupada com trabalho e encontrei em um blog randômico o registro de uma conversa filosófica no MSN em que a rapariga, frustrada com a conjuntura atual, diz:
Femme diz:
nessas horas eu queria ser genial...
Femme diz:
promover uma ação social que criasse impacto...
Esse pequeno trecho remexe a minha mente. Ao redor dos marxismos, leninismos, mecanicismos, nihilismos, liberalismos, capitalismos ou socialismos, e mais uma dúzia de logias, nos deparamos com a percepção silenciosa que, logismo vai, logismo vem, o mundo continua, o tempo passa, e o que acontece, acontece à nossa revelia. A sociedade não parece afetada pelos ismos.
Ao menos, pelos meus ismos. Sobre os ismos dos outros não posso falar muito. Algo, mas não muito. Enfim. A mim intriga essa frustração silenciosa que nasce naqueles que são dados, por qualquer motivo que seja, a pensar mais do que o estritamente necessário. A eles acomete aquela injúria da natureza contra praticante de kung fu: este pode saber o quanto quiser sobre kung fu, toda a sua kungfulogia é piada contra o golpe desferido com sucesso pelo seu colega de treino.
O que há com a comunidade intelectual brasileira, sábia nos caminhos do logos da sociedade, que não faz nada contra essa terrível conjuntura atual? nos perguntamos nós, os amantes de Sofia. Mas creio que a conjuntura, a sociedade, e o resto da porra toda estão, como se diz, cagando, para o que nós e Sofia fazemos, na intimidade ou em público.
A criação de modelos abstratos para descrever essa mística Sociedade e o que sabemos sobre sua evolução ao longo do tempo serve ao seu propósito. Mas a noção de este conhecimento deve de algum modo entregar ao seu conhecedor a capacidade prática de ação me parece como o jovem praticante de kung fu e todo o seu conhecimento sobre o sistema. Ou como o conhecedor de toda a bibliografia desde Eliphas Levi até Kenneth Grant no mercado de trabalho. Ou como o literato de português perfeito e formação impecável, caneta na mão, papel na mesa, pronto para começar sua grande carreira de romancista.
Quando a questão é imprimir mudança no mundo, permanente, efetiva, quiçá benéfica, o buraco é muito mais embaixo. Promover ação é capacidade dos persistentes, energéticos e certos do que pretendem fazer. Gênios têm idéias geniais.
O link certo pra figura é: http://sueca.av.vilabol.uol.com.br/SPSA.jpg