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Segunda-feira, Setembro 30, 2002

Pra não ficar de fora do resto da humanidade, já que todas as pessoas aparentemente sabem quem deveria morrer, vou formalizar o meu critério pras pessoas que deveriam morrer.
Lá vai.

Eu acho que todas as pessoas que crêem que algum ser humano deveria morrer deveria morrer.

Não é uma opinião saudável para quem a tem.
Um prêmio pra quem explicar nos comentários por quê isso.

Quarta-feira, Setembro 25, 2002

huahauahuahuahauahuahua
Fodam-se os seus advogados, Rosinha!
Rosinha Não!

Ray-chan, você tem que lançar sua candidatura à presidência pelo PDN.

Terça-feira, Setembro 24, 2002

Quandos estamos juntos,
nossos suores se misturam
no elixir da vida
que transforma o deserto no mais belo jardim.

Segunda-feira, Setembro 23, 2002

Voltei do fim de semana em Verão Vermelho com a Justine e o Psy_Coma e os amigos dela.
Foi bem divertido.

Sexta-feira, Setembro 20, 2002

Pode ser que no processo de indagar as origens histórias das práticas mágicas estudadas por nós, venhamos a descobrir que essas práticas são patéticas e baseadas em superstições e cosmogonias primitivas; que, em suma, estamos nos fazendo de bobos.

Vamos ver o que acontece.

Ah. Alcançando o neo-platonismo teúrgico posterior, e os alquimistas, é um peido pular para a Europa e chegar nos rosa-cruzes. Chegando nos rosa-cruzes, é menos que um peido traçar o caminho rosa-cruz => Eliphas Levi & cia. => Hermetic Order of the Golden Dawn => Aleister Crowley => A.'. A.'. => Magia Ocidental Contemporânea.

Hum... Acho que Platão e Aristóteles, por mais interessantes (e relevantes) para o pensamento (e conseqüentemente para a magia), não são especialmente relevantes na história dos quatro elementos a não ser como veículos para que este sistema chegasse aos neo-platonistas. Creio que nem mesmo Leucippus e Democritus tenham muita importância -- sua importância principal é na formação do atomismo, que não entra diretamente na questão, mas indiretamente como formadores da idéia de "matéria".

Hoje a Física crê ter descoberto as particulas fundamentais fundamentais (porque as particulas fundamentais tradicionais, próton, nêutron, eelétron, já não são mais consideradas fundamentais), os quarks e os léptons -- provavelmente vamos ter aí entre cinco séculos a um milênio para aperfeiçoar nossa tecnologia antes da descoberta de um nível ainda mais profundos de fundamenos definitivos. ;-)

Essa parte da nossa história é realmente vaga -- o sistema dos quatro elementos chega a Plotinus, cujo platonismo (que é conhecido em parte pelos escritos de Aristóteles) era eminentemente místico. Aqui vemos os quatro elementos imersos num sistema espiritual, não religioso no sentido comum do termo, mas místico. A partir de Plotinus podemos falar do neo-platonismo -- e sabemos que em alguns dos lugares para onde essa doutrina viajou ela foi deturpada de seu caráter puramente místico para um sistema de feitiçaria e teurgia, do tipo que faz sacrifícios e tal. Nesse desenvolvimento temos o contato com a alquimia (que provavelmente já conhecia os quatro elementos pela escola de medicina de Empedocles); este é o ponto onde foi introduzido no sistema o que se conhece como Os Oráculos Caldeus.

Vale notar que o autor do artigo sobre o neo-platonismo na Encyclopaedia Britannica (uma edição bem antiga que foi da minha avó paterna) escreve com um pouco de, digamos, ressentimento, dessa vertente teúrgica do neo-platonismo, por ter deturpado o ensinamento simples e místico original de Plotinus.

Estamos nos aproximando de Platão. Apesar de após Platão, o grande nome na filosofia ser o de Aristóteles, o nosso interesse maior é saltar de Platão para os Neo-platonistas, pois esta é a nossa ligação entre a filosofia (e a medicina) gregas e a alquimia e teurgia, que viriam a se mesclar com a doutrina mística de Plotinus através de seus seguidores.

Quatro Elementos - História

O próximo desenvolvimento na teoria da formação das coisas se deu com o surgimento da teoria atomista, iniciada com Leucippus, apesar de eternizada com o nome de Democritus.

As idéias fundamentais já boiavam na mente dos gregos; o Vazio já era suposto no passado, inclusive pelo pitagóricos; e esses já sustentavam que as coisas eram formadas por "unidades". Mas a crítica de Parmenides demonstrou as contradições em um monismo que aceita a mudança e o movimento, e a contradição que é aceitar o Vazio, um ser que não é. Mas Leucippus contra-argumentava que mesmo não sendo (isto é, não sendo um corpo), o Vazio ainda assim poderia existir (abstratamente, digamos; ou talvez no sentido de ser concebido). Assim, o sitema de Leucippus possuia o Vazio e o Corpo, ou os atomons. Esses atomons possuíam magnitude, e portanto eram matematicamente divisíveis, mas como não continham em si mesmos espaço vazio, eram fisicamente indivisíveis; evitando alguns dos paradoxos propostos por Zeno.

Democritus desenvolveu essa idéia além, afirmando que tudo é de fato composto por átomos, inclusive a alma. Até agora não encontramos menção aos quatro elementos: toda a teoria atomista abstrai as qualidade dos átomos. A teoria atomista explicava as características particulares das coisas pela posição e forma dos átomos que a compõe. Com Democritus encontramos uma teoria de conhecimento -- ele sustentava que as coisas emitiam átomos bem pequenos, eidolon, que penetravam os órgãos dos sentidos e assim a mente recebia uma réplica da coisa em si. Com isto uma resposta definitiva sobre a formação das coisas -- perguntada por Thales no início da filosofia grega -- foi formulada, e o pensamento girou mais um pouco para outro rumo.

O próximo passo agora é contar sobre Leucippus e Democritus, que fixaram a idéia do atomon.
Não tem relação direta com o nosso assunto, já que aparentemente eles não mencionam os quatro elementos (fora uma passagem onde Democritus afirma que a alma dos homens é composta de "atomos de Fogo").
Mas esse desenvolvimento vai ser buscado no futuro por Aristóteles, e Aristóteles merece menção em qualquer ensaio sobre filosofia grega.

Quinta-feira, Setembro 19, 2002

Pus aí embaixo o primeiro esboço do meu ensaio sobre os quatro elementos.



Taí uma coisa que eu não gosto no Blogger: ele não é muito flexível com HTML.
O convert line-breaks não converte linhas brancas em <p>, converte tudo para <br>. Os <br> não são <>br /> -- o html não é conforme ao XHTML 1.0 .
Se eu entro no Safe Mode, mesmo assim ele converte os line-breaks.
Se eu desligo o convert line-breaks, ele converte TODOS os posts... Dureza corrigir todos os posts antigos, caso algum leitor queira voltar no tempo.

Quatro Elementos – História

A história dos Quatro Elementos acompanha o desenvolvimento do que podemos considerar a Escola Ocidental Clássica de Magia. Sua origem remonta aos primórdios da filososfia grega, mas seus conceitos viajaram por toda a Europa, também o Norte da África, Oriente Médio, e provavelmente mais para o Oriente, entre outros possíveis lugares para onde foi levada.

A idéia dos Quatro Elementos primordiais, formadores das coisas que existem, teve origem na mente do pensador grego Empedocles de Akragas, mas as sementes que germinaram nessa idéia já haviam sido lançadas no nascer do pensamento grego.

A fundação da escola de Mileto, por Thales, por volta de 585 a.c., marcou o início de uma era de pensamento científico e filosófico que influenciaria todo o mundo. Os primeiros filósofos se preocupavam com a explicação do mundo e dos fenômenos ao seu redor. Os primeiros tentaram reduzir a formação das coisas a um elemento primordial – água, segundo Thales; ou ar, segundo Anaximenes; ou fogo, segundo Heraclitus. O primeiro grande ponto de mudança nessa indagação foi introduzido por Parmenides.

Heraclitus já havia introduzido a idéia da Unidade das coisas. Parmenides aceitou essa idéia – até suas últimas conseqüências. Ele mostrou que todas as tentativas anteriores de conciliar a subtância primordial única com as mudanças e variações do mundo são contraditórias, mostrando que todas elas implicam na afirmação da existência do que não existe. Portanto, não há mudança, nem movimento, e as mudanças e movimentos que nós percebemos são ilusões aparentes.

É claro que o argumento “a impressão dos sentidos é ilusória” não é argumento que venha a convencer facilmente os homens. O pensamento grego girou levemente então para a busca da explicação de como pode haver mudança e movimento no mundo. A história registrou dois notáveis pensadores que atacaram o problema proposto por Parmenides – e um deles desenvolveu um dos sistemas fundamentais da magia que nos propomos a estudar.

Empedocles viveu na cidade de Acragas por volta de 444 a.c. É dito que ele ouviu os Pitagóricos, e que parte do seu sistema foi inspirada pelo pensamento de Leucippus. Já desde os filósofos de Mileto, os ciclos da natureza eram observados e conhecidos, o ciclo do sol e da lua, e o das estações. Substâncias tão essenciais como a água e o ar, fogo e terra, eram observadas e sua importância e relação com os seres humanos conhecida. Também variações fundamentais como o calor e o frio, o úmido e o seco. A doutrina das Proporções de Pitágoras já estudava essas relações e propunha a harmonia dos opostos.

A solução dada por Empedocles ao problema de Parmenides foi a existência de quatro “raízes”, das quais as coisas são apenas combinações; essas raízes eram Fogo, Ar, Terra, e Ar. Sua explicação para as diferentes coisas que podem ser observadas era que cada coisa em particular é composta por uma proporção particular das “raízes” que a compõe. Ele também atribuía a cada uma delas um sem número de características, para das conta das diferentes qualidades das coisas observáveis.

Empedocles foi um homem prático. Além de filósofo, estudou a medicina. Em um comentário, provavelmente dirigido a Parmenides, ele afirma que é loucura tentar entender o universo sem estudar as coisas existentes por si mesmas (ao invés de pensar abstratamente sobre elas). Suas “raízes” se opunham umas às outras por serem atribuídas ao calor ou ao frio, e por serem úmidas ou secas. É possível que por este motivo Empedocles tenha escolhido um conjunto de quatro elementos – pois sua medicina enxergava no corpo humano essas alternâncias. A influência dos pitagóricos também pode ter contribuído para este número; já que o quatro era considerado fixo e material, e 1 + 2 + 3 + 4 = 10, o tetraktys.

Este sistema viria a permear o pensamento grego até os tempos de Aristóteles, e junto da escola de medicina fundada por seu idealizador, viajar por boa parte do mundo conhecido, e perdurar até a Idade Média na Europa, quando se sustentava na medicina a teoria dos quatro humores.

Mas como de uma simples teoria filosófica (e certamente não a única a atacar o mesmo problema), as “raízes” vieram a ser objeto de reflexão de magistas e místicos? Na época, a magia era praticada como parte da religião, e em geral os filósofos gregos se distanciavam em direção a ciência. Apesar disso, sabemos que Empedocles foi um líder religioso em Acragas, onde sustentava ser um deus. Lá ele praticava magia, e recebia tributos do povo como de costume aos xamãs e sacerdotes-feiticeiros do mundo primitivo. Sua doutrina se assemelhava ao Orfismo, e pregava a evolução em uma escala evolutiva pela abstinência e pureza.

Quarta-feira, Setembro 18, 2002

Comecei a formular meu artigo "A HIstória dos Quatro Elementos".
Até o fim da semana eu completo um primeiro esboço legível até Demócrito (mais ou menos).

Quinta-feira, Setembro 12, 2002

Estou de volta! \o/
yay.

Segunda-feira, Setembro 09, 2002

ops.
Estou sem Internet em casa enquanto mamãe não ligar pro Terra, xingar meia dúzia, e conseguir que mandem a boleta do mês atrasado separada da do mês atual.

Sexta-feira, Setembro 06, 2002

Porra, acabei de me cortar no ventilador.
:~

Segunda-feira, Setembro 02, 2002

Quest for Glory 2 em General MIDI também ficou bem legal.
Talvez esses drivers sejam bons.
Talvez o VDMSound que não seja exatamente perfeito.

Achei um driver para General MIDI que funciona bem com o jogo.
O som das ruas de Spielburg é um piano bem mais limpo e bonito..
Mas a música tema da saída de Spielburg continua uma merda.

Quest for Glory 1 funciona perfeitamente com o VDMSound.
Estou tentando encontrar a combinação perfeita de som para ele.
Até agora AdLib me parece a melhor escolha; Roland MT-32 funcionou, e tem música nas ruas de Spielburg (coisa que AdLib não têm), mas a música tema de QfG que toca logo na saída de Spielburg soa uma merda. Se eu soubesse qual instrumento é o que soa tão mal, poderia tentar trocá-lo...

Domingo, Setembro 01, 2002

Não consigo fazer o hack ForceDisplayMode funcionar com o jogo.
Bah, mudar o esquema de cores não é problema.

Estou conseguindo instalar o Quest for Glory 4 no Windows 2000.
O problema era causado pelo número de cores; ele roda normalmente em qualquer resolução, com 256 cores.
Estou tentando criar uma configuração no Application Compatibility Toolkit tal que ele rode do CD na minha resolução normal (1024x768, 32 bits).