Blessed be all forms of intelligence.
Lendo: ...
Ouvindo: ...
Justine - Ui, n?ga!
Agrias
Euterpe
FOU
Hazel - in memorian
lau
lena^
Windblog!
etc.
mande emeiu!
Sim, GMail. Eu tenho desde bem no in?cio. Ph34r my l337n355.
Mais traduções. Classe B termina até domingo.
Depois, revisão. Mal posso esperar pela revisão.
Terminar "O Soldado e o Corcunda" !
Sure, life's a bitch.
But she's my bitch.
(citação obrigatória de Sinfest).
Pô, isso me lembra o esboço de Álgebra Cabalística que eu fiz.
Espaços Vetoriais não são muito úteis porque os conjuntos estudados não são corpos...
A afinidade é bem maior com Z[n]. E o raciocínio abaixo é facilmente transportado.
Agora que o blog da Fernanda ficou hype, ela vai ficar ainda mais metida.
Por mil milhões de caracoles voadores!
Imagina que de repente alguém fala comigo, Ei, você não é o Namorado da Fernanda?
Fala sério.
Brother, hoje eu bati o récorde. Estava eu na aula de Álgebra Linear, ainda indignado por não ter ouvido falar no homomorfismo... Quando de repente, não mais que de repente, me bateu a problemática do Sistema (cabalístico e tal), e a questão "Um Sistema de quanto formam x símbolos?"
Por que em geral a resposta é "Ora, um Sistema de x." Claro que ninguém nunca faz essa pergunta, mas magistas (simplórios, a meu ver), quando vêem quatro coisas paradas ali imediatamente associam cada uma das coisas a um elemento, como se o simples fato de elas serem quatro as encaixasse imediatamente em cada um dos Quatro.
Primeira vez que considerei esse problema foi ao comparar os Cinco Elementos chineses aos Elementos tradicionais ocidentais. A correspondência até-que-existe, maizomenos; mas os dois conjuntos são alienígenas um em relação ao outro. Claro que se, por princípio, os dois são representações completas da existência como um todo, há uma relação; mas a relação imediata é simplesmente que os dois conjuntos representam por completo a mesma coisa. Os seus elementos constituintes não são necessariamente relacionados...
Veja bem, se você pega um todo e divide em cinco partes, você tem cinco elementos que em conjunto formam o todo. Mas não existe apenas uma maneira de se dividir. Tanto quanto você pode dividir em variado número de elementos, um número x de elementos pode ser obtido dividindo-se o todo original de formas diferentes. Eu poderia quebrar assim, ou assado, pegar pedaços de tamanhos iguais, ou diferentes... Em fim.
E se acontecer, então, que num grupo de quatro símbolos, o que garante que esses quatro juntos formam o todo? E se um deles for uma mistureba do que já há nos outros? E se, juntando tudo, ainda sobrar algo faltando? São possibilidades. Precisam ser analisadas antes do veredicto e da atribuição final.
Daí eu juntei esse número x de elementos formadores do Sistema (a Key do seu 777) e juntei com a Dimensão de um Espaço Vetorial. Um Espaço Vetorial tem a propriedade de ter uma Dimensão x, x bases, x elementos em função dos quais somos capazes de descrever o Espaço. Do mesmo modo como (e Espaço sendo o Algo descrito), com os Quatro Elementos podemos descrevê-lo por completo. Mas não é suficiente que tenhamos quatro vetores para descrever um Espaço Vetorial de dimensão quatro. Esses quatro vetores (ou elementos do conjunto Espaço Vetorial) têm que, cada um deles, possuir um característica particular que nenhum dos outros possua, que contribua para a formação do Espaço. Se um deles for composto apenas pelas características que os outros três já representam, ele pode muito bem ser descrito pelos outros três, e faltaria a quarta Dimensão desse Espaço.
er. Deu pra entender? Os Sistemas de números, 4, 7, 12, 10, 22, 13, são fundamentais na classificação e no raciocínio mágico; mas a magia é uma ciência ingênua (e tem que ser). Os Cinco Elementos chineses são bases para o Espaço Vetorial Mágico, os Cinco Elementos ocidentais também; mas só por causa disso não significa necessariamente que haja uma correspondência biunívoca entre um Vetor de cá e um de lá. Eles podem muito bem, sim senhor, ser completamente alienígenas. Ou ao menos, tão alienígenas que arranjar uma similaridade seria mais esforço que benefício.
Por outro lado, há um porém.
Há a Transformação Linear.
Mas isso fica pra outro dia... ;-)
Dêem uma olhada nesse post do blog da Graziella.
Ontem bebemos e fumamos, eu e o Psy_Coma.
Foi muito bom.
Fazia tempo desde a última vez.
Beber e fumar é muito bom.
yeah, babe.
Arrumei o layout do blog da Fernanda.
O link está aí ao lado.
Recebi isso por e-mail também.
Caracoles, vou caçar coisas sobre o Lula e sobre o José Serra, tá foda.
Garotinho não. O Garotinho é uma anta.
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Ciro e a inflação: os riscos da "taxa de desconforto"
(Gustavo Loyola)
A equipe de economistas que assessora o candidato Ciro Gomes tem uma visão no mínimo exótica em se tratando de política monetária. Em entrevista à jornalista Suely Caldas, publicada no "O Estado de São Paulo" do último dia 5, o economista Mauro Benevides Filho declara que a meta de inflação, caso Ciro seja eleito, será substituída por uma outra meta, à qual chama de "índice de desconforto", que é simplesmente a soma de uma meta de inflação com uma meta de desemprego. Diz ele: "Se quero 5,5% de inflação e 3,8% de desemprego, somando dá 9,3%, este é o índice de desconforto".
Aparentemente, os proponentes dessa nova política monetária resolveram ignorar o princípio de que a aceitação de uma taxa de inflação maior não significa, no longo prazo, reduzir o desemprego. No jargão dos economistas, foi ignorado que a Curva de Phillips é vertical no longo prazo e que a única opção da sociedade seria a de escolher entre maior desemprego no presente e maior desemprego no futuro.
O curioso é que, embora, desde 1968, não haja mais praticamente nenhum dissenso sério na comunidade dos economistas sobre essa questão, a equipe econômica de Ciro pretende reinventar a roda, fazendo valer agora em terra tupiniquim aquilo que comprovadamente não funcionou em outras plagas e que também aqui não funcionou no passado. Basta lembrar que o Brasil teve uma das maiores inflações do mundo, no período 1980-1994, e nem assim o desemprego foi menor. A sociedade brasileira amargou nesse período o desconforto simultâneo do desemprego e da inflação como, aliás, prevê a teoria econômica.
É verdade que , no curto prazo, a maior variância da inflação está associada a maior variância do desemprego, o que sugere que o Banco Central, sob certas circunstâncias, deve levar em consideração na suas políticas antiinflacionárias a trajetória do desemprego. Esse é o caso típico após a ocorrência de choques de oferta que afetam os preços, quando o BC tem a opção de fazer a inflação retornar para a meta estabelecida com maior ou menor velocidade. Se a opção pelo retorno rápido à meta causar exagerada flutuação no desemprego, é recomendável que o BC calibre a política monetária para uma convergência mais lenta para a meta inflacionária, o que possibilita minimizar os efeitos sobre o emprego.
Porém, a existência desse "trade-off", no curto prazo, entre a variância da inflação e do desemprego, não autoriza a criação e o uso de "índices de desconforto" como substituto para o regime de metas de inflação. Ao contrário, esse regime é que fornece uma âncora para o BC, permitindo-lhe, com credibilidade, lidar com as flutuações e choques de curto prazo, sem perder de vista a trajetória desejada de longo prazo. Sem essa meta de longo prazo, o BC vai se encontrar na mesma situação de um viajante que, ao ter que se desviar de obstáculos em sua rota, acaba se perdendo por não conhecer as coordenadas geográficas do seu ponto de destino.
Há maneiras mais seguras de se lidar com os efeitos dos choques de oferta do que o estabelecimento de uma meta de "desconforto". O uso de um índice de preços expurgado de produtos cuja oferta é volátil é uma delas. Muitos países utilizam o "núcleo de inflação" como meta, sendo que deste "núcleo" não fazem parte os preços mais voláteis. Uma outra estratégia seria a de se estabelecer simultaneamente uma meta de inflação de curto prazo e uma outra de longo prazo de modo que, na presença de choques de oferta, o BC poderia ajustar para cima a meta de curto prazo, evitando uma política monetária mais dura que teria efeitos negativos sobre o emprego, mas sem perder de vista a necessidade de se ajustar a inflação à meta de longo prazo, o que fornece uma direção clara ao BC e evita que este acabe se acomodando definitivamente a um nível maior de inflação.
Qualquer semelhança dessa estratégia com a atual política do BC brasileiro não é mera coincidência. O último relatório de inflação e atas mais recentes do Copom indicam que o BC optou por aceitar uma inflação mais alta em 2002, ultrapassando inclusive o teto de inflação estabelecido (5,5%), a fim de evitar que os choques de energia de 2001 e o da desvalorização cambial de 2001 e 2002 gerassem uma resposta do BC excessivamente onerosa do ponto de vista do produto e do emprego. Assim, o BC declarou que sua estratégia é a de fazer a inflação convergir para a meta apenas em 2003, dando tempo para que os efeitos inflacionários diretos dos mencionados choques se dissipem.
Além dessas objeções de caráter mais conceitual, há outras desvantagens no mecanismo cogitado pelos economistas da equipe de Ciro. Um problema evidente pode ser ilustrado não com os instrumentos de análise econômica, mas com simples noções de geometria analítica. Mesmo que existisse uma relação entre inflação e desemprego, essa relação seria representada por uma função e não por um ponto apenas. Ou seja, tomando os números mencionados na entrevista citada, não há como saber a priori se os 5,5% de inflação são compatíveis com os 3,8% de desemprego. Essa combinação de inflação e desemprego pode simplesmente não existir, o que transforma o trabalho dos membros do Copom em algo semelhante a procurar uma agulha no palheiro, de olhos vendados.
Mas, não é apenas na propositura da "taxa de desconforto" que os assessores de Ciro inovam. Um deles, em momento certamente pouco inspirado, produziu a seguinte pérola: "a fixação da taxa de juros deve ser reformulada, pensando na política industrial". Não é fácil entender o alcance total dessa frase, mas uma coisa é certa: o "índice de desconforto" não seria a única meta operacional do BC. Este deveria, na fixação dos juros, levar em conta também a política industrial ! É óbvio que isso seria enterrar a política monetária e fazer o Brasil adentrar num caminho de inflação crescente e explosiva.
É lamentável que, depois de todos os custos que a sociedade brasileira incorreu para acabar com a hiperinflação, ainda existam economistas que teimem em continuar flertando com a inflação.
(Gustavo Loyola , doutor em economia pela EPGE/FGV, ex-presidente do Banco Central do Brasil, é sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada.)
Alô.
Recebi isso por e-mail do meu pai.
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O Vira-Casaca Por Eliane Fonseca (Jornalista do "Valor Econômico" - jornal diário de economia)
Não voto em Ciro Gomes porque ele não me inspira confiança. Manipula fatos a seu favor. Usa números para confundir em vez de esclarecer. É mal informado. Muda de opinião quando lhe convém. E sua personalidade messiânica lembra as personalidades de Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello. Ciro manipula fatos. Quando fala de sua ligação com o Real não menciona que quando assumiu o cargo de Ministro da Fazenda a nova moeda já estava em circulação. Nem que chegou ao posto quase por acaso, nomeado por Itamar após a demissão do Ministro Ricupero por causa de uma entrevista infeliz. Não relata que ocupou o ministério por apenas quatro meses e que não foi confirmado no cargo por FHC: conflitos com outros membros da equipe econômica faziam de Ciro um entrave ao bom funcionamento do programa. Despeitado, prefere dizer ao Valor, 11/7/2002, que foi ele quem rompeu com o governo.
Na entrevista ao Jornal Nacional, 8/7/2002, diz que suas metas são objetivas, mas na entrevista à Época, 8/7/2002, diz que sua meta de inflação é zero. Embora já tenha dito que é contra as metas de inflação, agora diz que está disposto a conversar com Armínio Fraga. Se ele viesse a firmar um acordo de transição, que valor teria seu compromisso? Na entrevista ao Jornal Nacional, proclamou-se um homem indignado. Mas o bate-boca com seus entrevistadores da Época revela um homem destemperado e temperamental. Um político sem autocontrole seria um desastre como presidente. Indagado sobre a razão da escolha de seu irmão para tesoureiro
eleitoral, Ciro respondeu: "Não é da sua conta". Um megalomaníaco supõe que o financiamento de sua campanha eleitoral esteja acima do escrutínio de jornalistas e eleitores. A desinformação de Ciro Gomes sobre nosso sistema tributário é flagrante na entrevista ao Jornal Nacional. Ali, disse que o Brasil precisa de um imposto sobre o consumo de produtos supérfluos como bebidas, cigarros e carros de passeio. O imposto sobre produtos supérfluos já existe: as taxas seletivas do IPI são muito mais altas para os produtos mencionados.
O candidato erra outra vez quando diz que o imposto deveria ser na ponta, na hora de comprar, e que assim é em alguns países da Europa. Lá como aqui, o imposto sobre produtos de luxo é cobrado do fabricante ou no ato da importação por que seria impraticável fazê-lo de outra forma. O PFL vai achar difícil proibir o candidato de falar sobre economia porque Ciro é arrogante e acha que sabe mais que qualquer assessor sobre qualquer assunto. No começo de março, num jantar oferecido pelo banco de
investimento Salomon Smith Barney, durante o encontro do BID em Fortaleza, assisti a forma descortês e desrespeitosa com que Ciro tratou seu tradutor.
No mesmo jantar, ele disse várias vezes que a dívida pública é "impagável" e propôs o alongamento da dívida através do aumento da taxa de juros. Márcio Garcia, no Valor de 12/7/2002, esclarece com argumentos e números a equívocada proposta de Ciro. Não é preciso repetir os argumentos do professor da PUC. Mas as idéias do candidato provocaram uma reação da revista Economist desta semana: "Comparado com Ciro Gomes, Lula parece um homem com o qual o FMI estaria disposto a negociar".
Seduzido pelo apoio de parte do PFL e decidido a atrair um eleitorado mais à direita, Ciro agora vira a casaca... Porque precisa do dinheiro dos banqueiros para financiar sua campanha, calibra seu discurso. Mas as histórias das incoerências de sua vida política e de suas declarações públicas trabalham contra sua credibilidade.
Obcecado por dossiês e informações de grampos obtidas de " um brasileiro " ,Ciro revela idéias delirantes como as que perseguiram Jânio Quadros. Em 1959, eu entrava na adolescência com ouvidos vorazes. Faltava pouco tempo para a convenção da UDN. Sentado numa cadeira de vime no sítio de meu pai, Milton Campos ainda expressava temores sobre a aventura que Jânio representava. Mas na convenção de 8/11/59, comandada por Carlos Lacerda, a UDN homologou o nome de Jânio Quadros como candidato à presidência. Juracy Magalhães, o candidato derrotado, terminou seu discurso na Convenção indagando dos udenistas o que fariam quando Jânio os traísse.
Inaugurado seu governo, Jânio reaproximou-se da esquerda. Num mundo dividido pela cortina de ferro, enviou João Goulart em visita oficial à China. Determinou a Afonso Arinos que restabelecesse relações diplomáticas entre o Brasil e a União Soviética. Condecorou Che Guevara. Messiânico, temperamental, ávido de êxito, faminto de poder, dizia que era praticamente impossível governar o Brasil com " este " Congresso. Acabou renunciando emergulhando o país numa profunda crise política e econômica.
Ciro Gomes é temperamental e imprevisível como Quadros. Em 1959, José Sarney era vice-líder da bancada da UDN. Continua um político disposto a novas aventuras. Ressentido pela derrota de sua filha, não tem peias em aderir às promessas contraditórias de Ciro, deixando de lado a lição que deveria ter aprendido com a experiência de Jânio. ACM e parte do PFL, despeitados pelo alijamento do poder, cometem o mesmo erro que cometeram com Collor. Mas nós, eleitores, podemos avaliar os erros de
políticos que - esquecidos do bem do país e interessados apenas nas próprias mágoas e ambições pessoais - pedem-nos para abraçar o risco de um vira-casaca temperamental. Mais clara na nossa memória do que a figura de Jânio Quadros é a imagem de Collor de Melo. Ciro é o clone de Collor. O Congresso já não aprova calotes. Mas um presidente pode criar grande instabilidade interferindo no Banco Central. A imaginação dos aventureiros não tem limites. Mas as crises de governabilidade são sempre profundas.
Eliana Cardoso, economista, escreve às quartas-feiras no Jornal Valor Econômico.
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Olha que lindo.
Ganhar dinheiro é ótimo.
Ontem o meu presente de aniversário de (dois meses de) namoro pra Fê foi um jantar no Fratelli.
Excelente comida.
there was silence.
Speech had done with us awhile.
*bocejo*
ih, um completo desconhecido colocou nos meus comentários, um comentário sobre o comentário do King Mob!
Meu blog anda hype a esse ponto?
Caracoles.
\o/
Sábado passado estava eu bebendo com fratres no Siri...
não, não, foi no carro com o Alexandre.
Enfim, eu me lembrei de uma idéia antiga minha, estávamos falando sobre alguma pessoa, depois pulou para defeitos... Já lembrei, foi no shopping quando estávamos com o time completo lá dele.
Aurélio:
Defeito. [Do lat. defectu.] S. m. 1. Imperfeição; balda, senão. 2. Deficiência, deformidade. 3. Imperfeição moral; vício, labéu, desdouro. 4. Balda, mania.
Cool. A definição é genérica e não traz problema. Mas a concepção? Eu não gosto.
Qualquer pessoa pode pensar numa lista de defeitos, especialmente os que menos gosta (que curiosamente costumam ser os mesmos que ela carrega).
Mas.
Virtude @ Aurélio:
Qualidade. [Do lat. qualitate] S. f. 1. Propriedade, atributo ou condição das coisas ou das pessoas capaz d distingui-las das outras e de lhes determinar a natureza. 2. Numa escala de valores, qualidade (1) que permite avaliar e, conseqüentemente, aprovar, aceitar ou recusar, qualquer coisa. 3. Disposição moral ou intelectual das pessoas. 4.Dote, dom, virtude.
Muito mais genérica. A primeiríssima definição de qualidade não inclui um julgamento de valor; não é uma boa propriedade, é uma propriedade. A segunda é apenas uma elaboração da primeira no uso prático da língua. Só na quarta igualamos qualidade com virtude.
Uma qualidade é o oposto de um defeito? Essa é a concepção usual. Imagina-se que uma pessoa que seja apressada não possui a paciência, e que uma pessoa paciente nunca será apressada. Ou que uma pessoa calma nunca se irritará, e quando ela se irrita, talvez ela não seja assim tão virtuosa. :-)
Ou que para se livrar de um defeito, temos que retirá-lo, e colocar a qualidade correspondente no lugar.
Não ligo para questões morais ou de definição, mas na prática essa última tem um efeito curioso, mas típico do raciocínio ocidental do milênio passado: se livrar do defeito, que é um mal, é como se redimir de uma culpa: você tem que se livrar dela, removê-la de si, e substituí-la por algo. Faz-se isso na prática negando os impulsos que levam ao defeito, reprimindo-os na nossa personalidade, na esperança de que eles cessem de existir.
Mas eu não devia mais usar a palavra "reprimir"... Quando ela aparece, já dá uma raiva.
Pois bem.
Minha proposição é de que os "defeitos" e as "qualidades" são mais ou menos como Qliphoth e Sephiroth (ops!). A concepção mais simples de Qliphoth é o "resto" de uma Sephiroth, a coisa sem essência, apenas na forma abandonada; na prática, isso se mostra como um vício ou um defeito. Mas a Sephiroth é aquilo mais a essência; o Qliphoth existe dentro da Sephirah. Com esse conceito em mente, não nos livramos de um vício, mas encontramos em nós a qualidade, a qualidade (1) do Aurélio, e "consertamos" ela. Em Alquimia isso se chaham Trabsmutar, e também Transformar o Metal Comum em Ouro.
(Se bem que essa última operação, a do Ouro, provavelmente não indica uma operãção tão básica. Provavelmente é uma coisa parecida, mas num estágio mais avançado do trabalho.)
Desse modo, alteramos a nossa fórmula de evolução de uma evolução levada por catástrofe, arrancar e pôr; para uma evolução mais orgânica, sair de uma imaturidade para uma maturidade. É mais suave, natural, e dói menos. E não precisamos fingir que não sentimos raiva quando conseguirmos nos tornar equilibrados! \o/