Blessed be all forms of intelligence.
Lendo: ...
Ouvindo: ...
Justine - Ui, n?ga!
Agrias
Euterpe
FOU
Hazel - in memorian
lau
lena^
Windblog!
etc.
mande emeiu!
Sim, GMail. Eu tenho desde bem no in?cio. Ph34r my l337n355.
Este blog está de mudança para o novo endereço: http://www.mndfck.ath.cx/~pedro/blog/.
Em breve este espaço no Blog*Spot será fechado, mas antes uma cópia dos archives será feita.
Nenhum dos meus maravilhosos episódios será perdido, para a sua felicidade.
Quantas vezes você já pensou ou leu exatamente a mesma coisa?
É a terceira ou quarta instância da mesma emoção que me aparece por escrito (por um motivo ou por outro) essa semana.
"hm,se tem uma coisa
que eu odeio é quando eu tô sozinha,saio..vejo todo mundo com seus respectivos
namorados,naquela coisa "bonitinha" ..se abraçando e tal..e ai eu olho para mim,
cena ruim,sozinha,doente..com minhas cervejas.. é foda,mas é bom ficar sozinha
as vezes,você pensa em várias coisas,em várias piras erradas tuas,sei lá..
hm,eu me viro bem sozinha e é problema a menos,mas porra,como faz falta alguém
pra dividir as coisas,impressionante! Mas eu sei lá,peguei um certo pavor disso
também,ao mesmo tempo que faz falta,eu morro de medo de pensar como seria me
envolver com outra pessoa,já que a última experiência não foi muito boa..é foi
lindo,tudo lindo e acabou de um jeito muito,muito feio e me doeu.
tenho pavor só de pensar em me apaixonar como da última vez e passar por tudo
novamente.."
Como referência, essa é do LiveJournal de Profane Existence.
É impressionante como a maior parte das pessoas sente que está aproveitando bem a vida quando está falando besteira.
Não digo isso como um "ai meu deus, onde esse mundo vai parar": creio que há pouca coisa mais divertida do que falar um monte de merda com os colegas.
A quantidade de comunidades de babaquice no Orkut, por exemplo, é impressionante. Varia desde "O Mundo dos Brunos", passando por "Roger vai dominar o Orkut", "Ma English Too Bad", até absurdos surreais como "Seu Madruga With Lasers" ou a inominável comunidade sobre a letra "n" dos nomes de comunidades.
Falar merda é libertador.
Puta que pariu, olha esse jogo!
Cara, esses curtas são demais.
O Cartoon Network está lá junto à Pixar e à Dreamworks (e ao Japão inteiro) como mestres da animação.
O episódio do Hong Kong Phooey é simplesmente impressionante.
Até mesmo o clip do Eden's Crush é maneiro.
A influência da animação japonesa está lá, mas o estilo Hanna-Barbera/Cartoon Network é todo único, como se pode observar no curta Penelope Pitstop GT. O estilo novo de animação que a Warner Brothers estreou com Batman Animated, e está no seu primor com Justice League, também está lá.
Planet of Maguillas é cínico demais.
Maravilhoso. :~
Aqui está o novo jeito do blog.
Andei consultando meus chegados sobre e aparentemente há consenso de que é menos-pior que esse aqui, e que é legível, o que está mais que suficiente pra mim.
Estou meio assim com as cores: Windy me diz que estão claras demais, Psêa diz que está bom do jeito que está, Coiso (sem Orkut) disse que está feio-arrumadinho, e não faço idéia do que Eutrepo-chan (saiu do Orkut!) vai dizer de ter invertido o fundo com a cor da letra.
Se alguém tem algum pitaco para dar, fale agora, ou cale-se pelos próximos três anos (numa extrapolação maizomenas).
Em particular, o antigo sistema de comentários vai pro espaço, e entrará o novo sistema de comentários próprios do Blogger. Experimentem, fáis favor.
Esse fim de semana eu fui pego de surpresa pela festa pelos vinte anos da Escola Alfa que reuniu os ex-alunos.
A minha turma é a turma de formandos em 1996. Logo no próximo Janeiro, em 1997, eu me mudei para o Rio de Janeiro e comecei o ensino médio no Colégio Santo Agostinho, e por variados motivos me desliguei um pouco da cidade e acabei desaparecendo, até onde meus colegas de turma podiam dizer.
Nenhum deles me achou, na verdade: recebi o convite para a festa de susto da irmã de um amigo, que mantém contato com a minha irmã. Ontem, após a reunião costumeira, corri para casa, fiz as malas com pressa, e me joguei no primeiro ônibus que consegui encontrar.
Fui pagando para ver: já havia ido a Macaé antes, e sempre senti um pouco de distância entre mim e o lugar. Mas a experiência de reencontrar as pessoas que estavam na festa ontem foi surpreendente.
Como disse para o meu hóspede hoje, tomando uma caipirinha na praia de Cavaleiros, não houve absolutamente qualquer constrangimento. Relembramos e rimos de eventos íntimos, mesmo os que na época geraram mal estar. Isso foi surpreendente, e maravilhoso. Confesso que ser recebido com tanto entusiasmo, porque afinal realmente faz muito tempo que não vejo qualquer uma daquelas pessoas, foi ótimo. Conversar com meus antigos colegas e vê-los interessados em vários assuntos, estudando e fazendo a vida, conversar com eles sobre essas coisas, foi indescritível.
Esse fim de semana foi um sneak attack na minha moral. Estou me sentindo diferente.
Todo um passado que me compõe está aqui, de volta, comigo; um passado que eu prezo imensamente.
Viva o pique-parede, o piru da dengue, o castelo do cheira-peido, pagar lanche pro Sidarta abaixar as calças na frente das meninas, pique menino-pega-menina anual após a escrita ritual nas camisas da escola, festa junina com quadrilha mal ensaiada, expoalfa, festival de poesia, excursões, oficinas de arte, diabo, viva até o queimado e o handbol das meninas que nos obrigavam a jogar na porcaria campinho de areia!
Aliás, o lugar está maravilhoso! Foi bom ver que ele cresceu em salas e em edifício, mas ao mesmo tempo ver dois parquinhos pras crianças brincarem, um ajeitamento ali do campinho de areia, a tabela de basquete. Essa Escola é tudo de bom.
Instalei um Wiki na mindfuck.
Sintam-se livres para experimentar como quiserem.
Em breve começarei a traduzí-lo para o português. Não creio que vá ser uma tarefa demorada.
É, até que está ficando razoável, a página nova.
Não me parece exatamente linda, mas é um pouco mais interessante do que esse aqui. Ao menos, o texto é mais agradável de se ler.
As cores saíram razoáveis com a ajuda de Eutrepo-chan.
Assim que eu estiver um pouco mais confortável com a aparência, ponho o link aqui, e fecho esse de vez. Pretendo mover o blog do Blog*Spot pro outro servidor, publicar uma vez pra manter como arquivo, e fechar.
A única coisa ruim (e que ainda estou ponderando sobre) é perder os comentários do BlogBack (que são legais) e substituí-los pelos comentários do Blogger novo - que não são tão legais.
Em caso de catástrofe, eu simplesmente troco o template deste aqui.
É muito doido ver nego viciado nessa parada.
Me lembra a época de IRC até a madrugada. (Nicholson_para_Wolverine, alguém? Alguém?)
Rapaz, esse é o post de número 400 nesse blog.
Nem acredito que essa merda continua desde o início de 2001.
Com o mesmo template escroto de sempre; e isso porque depois de muito, muito tempo a imagem do background foi removida de onde era hospedada, sabe-se lá onde isso ficava.
Estou brincando com uma aparência nova, que eu mostrei pro Psêa (e não vou mostrar pra você).
Aliás, falando nisso, rapaz, você vê que é viciado na parada quando sempre que menciona uma pessoa, põe um link pro perfil do Orkut dela. Acho que é hora de pôr meu testemunho lá na comunidade dos viciados.
Em homenagem ao interesse, o que eu posso dizer sobre o que me atrai na obra do sujeito.
O primeiro livro que li foi "As Palavras e as Coisas", que me atraiu pelo título. Não conhecia nada dele fora o nome (digo, o autor), mas o livro me cativou logo no primeiro capítulo. Simplesmente por propor algo dessa natureza, uma arqueologia de ciências humanas, me deixou impressionado.
Me identifiquei com o discurso de Foucault por ele, de certa forma, retornar de abstrações muito elevadas ao corpo humano, à análise das relações no nível do toque, como à procura da origem das ciências humanas não em uma evolução do conhecimento por si, mas na evolução dos modos de pensamento; olhar para o homem que faz, como ele poderia fazer por ser quem era, ao invés de olhar para o próprio conhecimento como se ele se fizesse sozinho.
Os ensaios do Microfísica do Poder investigam o poder dessa forma, sob a ótica do corpo, da constrição do corpo; exercer poder como eliminar possibilidades para o corpo.
É, ao menos, uma ótica diferente das pesquisas sobre abstrações ideais. É humano.
Não creio que o meu entendimento desses assuntos seja muito, na verdade é bem pouco; me arrisco a dizer alguma coisa porque me sinto realmente impressionado por esse modo de pensar. Ou, talvez, por alguém que pense desse modo com a propriedade com que ele o faz.
Eu acredito sinceramente que hoje as relações entre as pessoas se perdem em um mar de palavras, em um jogo de palavras, que está longe do corpo, da atividade presente e pé-no-chão; em parte por que é assim que aprendemos quando criança, em parte porque assim estamos protegidos da fúria e caos subjacente do corpo e da vida. Esses jogos abstraem o ser da situação presente e o joga em um lugar sem tempo, de modo que não se fala mais sobre o que se quer que seja, mas sobre o que deve ser, e não se fala mais sobre o que está acontecendo, mas sobre o que, sei lá, é. É o algo mais contra o que há de fato.
Se a produção acadêmica fosse a minha principal atividade, eu provavelmente estaria estudando esses jogos de palavras, qual é o seu propósito, que circunstância real e presente eles pretendem ocultar.
Estou preso no desejo do dinheiro.
Há coisas de mais para se fazer...
E pensar que já faz mais de mês que não rola um café ali em Botafogo.
Em compensação, finalmente galera da faculdade conseguiu um dia pra beber, justo no dia da promoção da Miller no Chopp Gol. Cheguei muito zoado ontem em casa. :-)
Rapaz, acabei de chegar. :~
É maravilhoso perceber as interconexões entres os aspectos tão aparentemente distintos da existência, nesse mundo internauta do ser.
Lá no Chopp Gol, colega íntimo me perguntou o que há.
Hoje, vejo mais comentários lindos no blog.
Que maravilha. :~
Mas infelizmente o momento emocional e íntimo acabou. Já foi o que havia de ser.
Agora, leiamos um pouco de Michel Foucault. Marquei hoj um trecho do livro, ali mais ou menos pelo Avenida Central; esse é maravilhoso:
"É justamente a regra que permite que seja feita violência à
violência e que uma outra dominação possa dobrar aqueles que
dominam. Em si mesmas as regras são vazias, violentas, não
finalizadas; elas são feitas para servir isto ou àquilo; elas
podem ser burladas ao sabor da vontade de uns ou de outros.
O grande jogo da história será de quem se apoderar das regras,
de quem tomar o lugar daqueles que as utilizam, de quem se
disfarçar para pervertê-as, utilizá-las ao inverso e
voltá-las contra aqueles que as tinham imposto; de quem, se
introduzindo no aparelho complexo, o fizer funcionar de tal modo
que os dominadores encontrar-se-ão dominados por suas
próprias regras."
Eu concordo com essa avaliação; inclusive, arrisco dizer que encontrei nessa avaliação a minha própria quando não possuía palavras. A análise da história não se deve fazer como se houvéssemos postulado uma continuidade qualquer, como se tomássemos o presente, o culminar da história, como se fosse um fim necessário ao início da história; a causalidade extrapolada da sequência dos eventos.
O que houve no início é desconexo com o que há no fim, a não ser pelo fato que de que um certo caminho de eventos levou de um a outro; poderia levar de um a um terceiro; há casualidade no que há de factual. Esse é, de certo modo, o valor de se experimentar a cadeia de eventos: ela o constrói (o ser) porque não há si (mesmo) como consequência da história: sua história em si não é coesa, mas uma sequência de eventos, e você mesmo é construído pontualmente por cada evento, cada qual como um salto nessa cadeia, a cada momento, uma diferença entre o ser de antes e o ser de agora completamente incomparável.
Não há continuidade na história do ser.