Cinema
Acabei de ver Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança.
Acho que não vi um filme tão bonito em muito tempo.
É brega, mas por causa desse filme acho que não vou poder escrever uma linha de assunto não técnico por algum tempo.
God is in his heaven. All is right with the world.
Acabei de ver Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança.
Acho que não vi um filme tão bonito em muito tempo.
É brega, mas por causa desse filme acho que não vou poder escrever uma linha de assunto não técnico por algum tempo.
Estou já na metade do "A Jangada de Pedra".
Saramago tem um estilo muito agradável de gozar da literatura: em vários momentos o narrador entra em meta-discussões sobre o próprio processo de narrativa, onde, muitas vezes em tom irônico (ou irónico, como se escreveria por lá), explica o que diabos está fazendo:
Dois Cavalos atravessa a ponte devagar, à velocidade mínima autorizada, para dar ao espanhol tempo de admirar a beleza das paisagens de terra e mar, e também a grandiosa obra de engenharia que liga as duas margens do rio, esta construção, falamos da frase, é perifrásica, usámo-la só para não repetirmos a palavra ponte, de que resultaria solecismo, da espécie pleonástica ou redundante.
Do mesmo modo, a narrativa dos porquês dos personagens pode ser curiosamente profunda, como no seguinte trecho:
(...) e José Anaiço, lembrando-se, disse para Joaquim Sassa, Tinhas razão quando falavas dos Açores, e, tanto pode a humana vaidade, mesmo nesse extremo risco de vida, gostou Joaquim Sassa que diante de Maria Guavaira fosse publicamente reconhecida uma razão que ele tivera...
Estas simples, puras, profundas mecânicas do nosso querer e gostar, só um bom autor para nos mostrar assim.
As frases paragráficas do Saramago já me renderam ao menos uma boa gargalhada quando, frente à um vocábulo desconhecido, pergunto a mamãe O quê significa azáfama, e ela responde, Lê aí a frase...
-- Por que tu faz essas coisas? Deve tá todo fudido aí.
-- Eu tenho 22 anos, esse corpo está muito novo e saudável pra reclamar de um golinho de álcool de mimeógrafo com guaraná Jesus.
Um dia, eu vou tatuar esta figura (sem o colorido).
Ainda não me decidi onde (talvez no braço direito), nem que tipo de estilização vou escolher (aceito sugestões).
Estou memorizando esse traçado, acho que já sei reproduzir de cor.
Teste o seu know who de mim me dizendo por e-mail o que é essa figura.
Se colocar nos comentários eu vou ficar puto.
Eu juro que essa semana vou ver Fahrenheit 9/11 e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança.
Já está na hora de tomar vergonha na cara e voltar a frequentar os bons cinemas aqui de Botafogo.
-- A equipe de futebol feminino vai ganhar o ouro nas Olimpíadas só pra humilhar.
-- É.
-- É.
E não sem razão, que o futebol masculino olímpico do Brasil desafia a razão.
Enquanto as mulheres dominam o judiciário, eu tenho que lavar aquela catástrofe de louça suja na cozinha!
Tô começando a enjoar de cerveja.
Sexta-feira comecei às 21h aproximadamente no Museu Villa Lobos onde fui acompanhar Camila e Marcia e encontrar mamãe e tia Socorro: era aniversário de uma pessoa. De lá fui pro Flamengo e tome mais cerveja no Osmar, no Armazém, e no Bambi. A propósito, há sessões de música no Villa Lobos aberta ao público; as mulheres da família frequentam e adoram. (Mas são todas comprometidas.)
Quatro horas de sono, no rest for the wicked, lá vou eu pros meus compromissos, acaba-se tudo, 16h já tem mais cerveja descendo. Vai a tarde nessa brincadeira, excelente conversa, e a Brahma na latinha dá pra ser.
De lá, Plebeu. Aí danou-se. A Bohemia lá é razoavelmente gelada, nada que chegue aos pés da Cerveja Estupidamente Gelada do Costa é claro, mas a essa altura do campeonato quem está medindo? (Se bem que aquele uísque estava de fato uma merda.) A comunidade do bairro Botafogo já fez três encontros oficiais e todos continuam animados e cheios de assunto. Com o fim da Quarta-Feira Feliz (que provavelmente se tornará Sexta-Feira Feliz) do S.A., poderei participar sempre da social semanal (que agora acontece no podrão da rua da Passagem).
Saí do Plebeu porque estava enfastiado de cerveja (gasp!) e porque eu tenho trauma de Verdade ou Consequência.
Depois de tudo isso, não deu pra prestigiar o frango à parmigiana da minha irmã, cara. Não vai entrar comida nesse estômago hoje, e eu vou protelar lavar aquela louça o quanto for possível.
Como eu ia dizendo, estou começando a enjoar de cerveja. Daqui a uns trinta ou quarenta anos eu começo a diminuir.
A música da abertura de Serial Experiments Lain é de uma banda chamada BOA (ou BoA ou bôa).
Eles são relativamente novos e tem um som gostoso.
Hoje, voltando do trabalho, encontrei Anima (e companhia) randomicamente na rua.
O universo está tentando me dizer alguma coisa.
Pus a segunda carta que escrevo em relativamente pouco tempo nos Correios hoje.
Considero um hábito saudável, escrever cartas, assim.
É diferente do contato imediato da Internet; é quase como escrever uma página de diário, mas com um leitor específico em mente.
Sonhei com Anima esta última noite.
Estava com um olhar triste.
Me perdoe.
Era loura, também.
Nunca a tinha visto loura antes.
A Copa Flavinha de Sueca não contou com todos os participantes esperados, mas foi emocionante. A minha dupla perdeu vergonhosamente, como estava fadada a acontecer, já que eu era um dos seus jogadores.
Por outro lado, houve uma nova aquisição à interminável lista de atividades dessa famigerada organização: o Mau-Mau! Ficou registrada em ata as Regras Oficiais de Mau-Mau do S.A., inclusive a impagável regra do silêncio.
Devido ao sucesso desse evento, que contou inclusive com a distinta presença do nosso mascote, o Joelhão, futuro pianista, proporei na reunião oficial, também conhecida como Quarta-Feira Feliz, a instituição do Mau-Mau Quinzenal, com sessão Monty Python ou Peter Sellers, cerveja, e baralho.
-- E de manhã eu estava tão alegre... Mas, às vezes, de repente, nós mudamos de humor, né?
-- É. Existir é uma experiência absurda.
Deveria haver uma Igreja de Lain.
Eris ficou pra trás quando o LSD saiu de moda.
Vê essa onda de "relationship networking" e o caralho.
Close this world, open the nExt.
Pronto, está aí. Excelente idéia.
Essa era a questão de Tima, em Metropolis.
Sincronia ou não, ando lendo por aí na Web muitos trechos de auto-questionamento, coisa típica. O que me intriga é a forma que esse auto-questionamento toma. Que tipo de questões se pode, efetivamente, colocar a si mesmo? Uma pergunta como "quem sou eu" não espera resposta, mas é feita denovo e denovo.
Estou ouvindo agora a trilha Illusion, da OST de Akira. Interessante, ou não?
Há uma pergunta que eu não vejo feita com frequência. É muito interessante perguntar "quem sou", sim, mas, justamente, porque essa pergunta é feita com tanta frequência? Por que não acontece simplesmente de se viver e pronto? Certamente não se observa todas as pessoas que existem perguntando isso, em particular aquelas que sofrem a realidade do corpo tão intensa que não têm tempo ou energia para uma coisa dessas (a saber, quem passa sede e fome). Nem mesmo as bem nutridas com tempo disponível se observa questionando isso. Naturalmente não se pode esperar saber tudo que se passa dentro de desconhecidos.
De qualquer modo, o fato de que a questão é feita por si só é intrigante. Afinal de contas, é uma pergunta retórica, que não espera resposta. Qual é o significado dessa dúvida?
Quando eu pergunto "quem é você", o que eu espero como resposta? Alguma identificação que me diga, esse você que está aí é aquele tal de quem eu me lembro? Talvez seja mais que isso, mas se é assim, ao menos em parte, então quando pergunto "quem sou eu", estou tentando reconhecer o eu do momento com algum eu anterior de que me lembro? Se isso é assim, como pode ser possível que haja a dúvida logo a princípio? É concebível que eu não seja eu?
A pergunta irmã, "o que eu quero", considero mais interessante, mas é igualmente sem resposta.
Uma tentativa de resposta circular:
Eu sou aquilo que faz o que eu faço.
Eu quero fazer aquilo que eu sou.
Esotericamente elegante, não? Mas não está bom, não mesmo. Posso escrever muitas variantes dessa parada. Essa forma de resposta, assim, mais ou menos, vem do personagem do Jude Law no filme A.I.; em um momento do filme o garotinho pergunta intrigado porque ele agia de uma certa maneira, e ele responde "Eu faço o que faço porque sou quem sou."
Pois é.
...não, o Orkut não tem um algoritmo especial para fazer o acesso dos brasileiros e iraquianos mais lento que o dos americanos.
Nós precisamos justamente daquilo que desejamos evitar;
o que há de mais presente é o que há de mais irrelevante.
Nós somos todos ao contrário: constantemente conscientes de todo um mundo de objetos, imprescindíveis, desejáveis, vivemos essa dança noite e dia, uma fagulha mínima em uma imensidão escura que insiste em penetrar, sorrateiramente, a forma visível das coisas e se sugerir constantemente, aquilo que não é e não pode ser.
Não pode ser, porque se fosse, quem seríamos nós? Nós precisamos ser nós, e as coisas precisam ser como são. A perda, a morte, e o fim, são a zombaria da noite; zombaria inescapável como o que nós somos; e é inescapável que sejamos justamente aquilo, sendo irrelevante o que somos agora quando no momento seguinte nos vemos outro, e tentamos nos agarrar desesperadamente àquilo que éramos, se é que o fomos realmente, o eu sendo como uma tentativa ridícula de atracar uma série de discursos ao redor de um porto seguro, que desfeita a ilusão se mostra um caos tempestuoso intolerável.
Nós somos o que dizemos quando dizemos, e o que não dizemos em todos os momentos; somos o que fazemos quando fazemos; somos o que não nos ocorre fazer, e o que negamos veementemente, e o que desejamos secretamente; somos aquilo que surge inesperadamente e nos causa espanto, como se por um segundo perguntássemos Isso, quem foi? Mas se isso que nós somos não se mostra reconhecível, quem então está se fazendo a pergunta?
Nós nos encontramos naquilo que se faz notar ou naquilo que passa desapercebido? Na questão que ocorre, ou na que não se apresenta? Na emoção que explode ou na paz que silencia? No que se faz consciente, ou no que permanece inconcebido? O que eu é, será justamente essa lacuna constantemente móvel entre o que é e o que não é?
De todas as coisas que há para se pensar, que podem surgir, ou emergir, se fazer presentes, relevantes, conscientes, porque justamente essas coisas?
Um instante que passa e eu não sei quem escreveu essas coisas. É insuportável.
Descobri a OST no HD de mp3 do trabalho, e caí na pilha de assistir outra vez.
Depois de todo esse tempo para digerir o conteúdo, estou captando muito mais detalhes significativos dos primeiros episódios.
Talvez seja hora de parar e escrever uma resenha completa sobre a história, como eu tenho vontade de fazer a bastante tempo com essa série, além de Evangelion, Utena, e Escaflowne.
Bruno vazou e largou o headphone dele aqui. Programar ouvindo a trilha de Neon Genesis Evangelion é uma experiência curiosa.
A porcaria do recesso entre período das UERJ vai durar quinze dias. Sem contar que eu ainda tenho uma prova final pra fazer, o que basicamente significa que entre a minha última prova e meu primeiro dia de aula haverão onze dias. Relaxar? Pra quê? Vou ter tempo pra isso depois de morto.
Recebi hoje um e-mail avisando sobre projeto sendo votado na Câmara para "extingüir o décimo terceiro salário". O site da CUT fala sobre "flexibilização de direitos como o décimo terceiro salário". Leia mais. Não li o projeto de lei, então não posso dizer sobre o que se trata. Para isso eu costumo recorrer à minha consultoria jurídica.
Os encontros de Orkut estão se aproximando cada vez mais do surreal completo. Hoje à noite se encontrarão os membros da comunidade Quero ser L@ra; apesar de não querer, sinceramente, ser L@ra, devo aparecer lá no Catete pra tomar uma cerva.
Depois dessa, eu tenho certeza que o encontro MA ENGLISH TOO BAD virá.
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Recebi um e-mail alertando sobre proposta do MEC de fechar esse portal por motivo de pouco uso pelo seu público alvo.
Eu nem mesmo sabia que tal coisa existia.
Há ali vários volumes de um periódico sobre lógica difusa que muito me interessa.
Curioso como essas coisas funcionam.
Dêem um olhada.
A quantidade de artigos disponíveis ali para consulta é muito grande, e a seção de pesquisa permite que se pesquise por palavra-chave ou se navege em uma árvore de temas.
Hoje de manhã acordei com um antigo projeto de história para uma série de sessões de RPG, e decidi reformulá-lo para propor a algum grupo de jogo.
Já faz um absurdo de tempo desde a última vez que mestrei por tempo suficiente pra saber se era bom ou não, então, vai ser como se fosse a primeira vez.
Estou planejando isso para um longo prazo, com jogos aos domingos. Pretendo jogar com as regras do D&D 3.5, mas não tenho esses livros (o que participa do lance de longo prazo).
Cheguei em casa aproximadamente às 07h da Ploc; dançar é mesmo muito bom.
O dia emendou em mais dança, na verdade; hoje fui com as meninas e meus tios Ricardo e Socorro ao Teatro Municipal ver "Onegin", um balé. Hoje foi o último dia, então, não adianta muito recomendar. Apresentação do balé e orquestra do Teatro Municipal; coreografia de John Cranko; música de Tchaikovsky (programação no site).
Não gosto de balé clássico, mas adorei essa apresentação; uma história de amor razoavelmente típica, mas a encenação, a atuação, a coreografia, foram tão expressivas que estava claro o rumo da história. É muito interessante ver aquela dança e de repente se dar conta de que é capaz de enxergar um diálogo ali.
Às vezes, quando estou perdendo a linha em uma boite, me sinto mais ou menos assim: acho que as músicas mais penetrantes, por um motivo ou por outro, fazem vazar para fora várias... coisas.
Continuando por esse caminho, acabei de ver com mamãe o novo "Peter Pan". Muito bom filme. Aparentemente um filme bobinho, mas o roteiro explicitamente explora os conceitos mais sutis dos personagens... Não sei bem como explicar isso; é ver e entender.