Aula de Introdução à Computação Gráfica. O professor discute a equação que descreve um receptor fotossensível. Eu já dormi metade da aula -- sempre resta a outra metade. estou a 14h direto sem parar -- escrevo um pouco para espantar o sono. A monotonia da aula, do assunto, da voz; realmente não consigo agëentar. Qualquer pensamento serve, porém, para distrair: o que será o Zen Budismo? Zen deve ser uma palavra japonesa. Sei que o termo "zen" é para o Zen Budista como o termo "tao" é para o Taoísta -- ao menos em sua inefabilidade. O que é ser um místico? Esse ser é um ser basicamente ativo -- conversar "sobre" misticismo te torna um diletante, mas o que te torna um místico? Ou um filósofo? Um bacharel em filosofia é um filósofo? Eu sou filósofo.
Me apercebi recentemente de um certo modo de raciocínio (sic) no qual dependo tanto que... o peso do cansaço desce sobre o meu cérebro como uma tora recém cortada... celular.
Alô.
(...)
Depois te ligo. Que horas...? Acho que às nove. Pensar é uma atividade atropelada. É enganosa essa dependência na linguagem. Escrever essas linhas é extremamente tedioso -- meu braço não é rápido o suficiente. Mas se parar, durmo.
É, pra mim, muito agradável encontrar uma mente com uma inteligência tal que a "visão", como se fosse, dos problemas em questão não se perturbe por problemas de linguagem, ou, colocando de outra maneira, pessoas que são capazes de navegar bem no meio da confusão do discurso.
É extremamente cansativo pra mim traduzir do português para o português -- decifrar frases que assumem demais, frases que assumem muito pouco; normalmente você pode chutar o significado baseando-se em alguma regra estatística prática, mas seu senso de linguagem diz -- essa frase não é suficiente. Ou -- essa frase é absurda.
Chega.