Preciso de Tempo!!1
Não consigo terminar isso de jeito nenhum, e todo tempo que me sobra vai embora tenso por causa da UERJ. ¬¬
Um trecho.
"Eu bocejava em espírito enquanto sorria de leve como se deve sorrir ao ouvir sobre um assunto muito interessante enquanto ela me falava sobre a última exposição -- ou coisa parecida."
"Era importante para mim não sair sozinho naquela noite, por isso havia convidado patrícia para jantar. Em casa, enquanto preparava as coisas da bolsa de couro, pensei em Patrícia ao acertar o meu relógio para não errar o itinerário -- ela tem uma irritante mania com horários. Mas me pareceu sincrônico. Liguei."
" -- Patrícia? Oi, meu bem. O que acha de uma boa massa e vinho tinto? É, o tempo está, não está? Põe aquele vestido vermelho, vou te buscar às 21h."
"Guardei os instrumentos na bolsa de couro. Ouvi Mahler esperando o rádio-taxi chegar. Normalmente eu tomaria um ônibus, mas, como expliquei, essa mulher tinha uma mania com horários."
Acho que está muito enxuto o tempo que ele passa sozinho, meu personagem é um cara absorto, pensei no seguinte enquanto ele espera o rádio-taxi:
"Durante a viagem -- companheiro, vamos para a Primeiro de Março, mas antes passamos na Paissandu esquina com a Praia, okay? -- imaginava a continuação da sinfonia que eu estava ouvindo. O que é um clássico moderno? Como pode ser clássico algo criado praticamente no século 20? Eu detestava a denominação "música erudita", mas não temos mais nomes pra isso, é "música clássica" ou "música erudita". Não me considerava um erudito por ouvir Mahler, ou algum dos Bach, me incomodava admitir em público o quanto eu gosto de Mozart, metade dos olhares satisfeitos em aprovação, metade enfadado como se dissesse "gostar de Mozart tá na cartilha, né", eu não ligo, aprendi a tocar Mozart no piano com a minha avó, que a próxima geração chame isso tudo de "música ultrapassada" e pare de ouvir, não ligo."
Essas discussões mentais são atraentes, mas não consigo achar ridículo depois que está no papel, não sei o que estou fazendo.
Um trecho.
"Eu bocejava em espírito enquanto sorria de leve como se deve sorrir ao ouvir sobre um assunto muito interessante enquanto ela me falava sobre a última exposição -- ou coisa parecida."
"Era importante para mim não sair sozinho naquela noite, por isso havia convidado patrícia para jantar. Em casa, enquanto preparava as coisas da bolsa de couro, pensei em Patrícia ao acertar o meu relógio para não errar o itinerário -- ela tem uma irritante mania com horários. Mas me pareceu sincrônico. Liguei."
" -- Patrícia? Oi, meu bem. O que acha de uma boa massa e vinho tinto? É, o tempo está, não está? Põe aquele vestido vermelho, vou te buscar às 21h."
"Guardei os instrumentos na bolsa de couro. Ouvi Mahler esperando o rádio-taxi chegar. Normalmente eu tomaria um ônibus, mas, como expliquei, essa mulher tinha uma mania com horários."
Acho que está muito enxuto o tempo que ele passa sozinho, meu personagem é um cara absorto, pensei no seguinte enquanto ele espera o rádio-taxi:
"Durante a viagem -- companheiro, vamos para a Primeiro de Março, mas antes passamos na Paissandu esquina com a Praia, okay? -- imaginava a continuação da sinfonia que eu estava ouvindo. O que é um clássico moderno? Como pode ser clássico algo criado praticamente no século 20? Eu detestava a denominação "música erudita", mas não temos mais nomes pra isso, é "música clássica" ou "música erudita". Não me considerava um erudito por ouvir Mahler, ou algum dos Bach, me incomodava admitir em público o quanto eu gosto de Mozart, metade dos olhares satisfeitos em aprovação, metade enfadado como se dissesse "gostar de Mozart tá na cartilha, né", eu não ligo, aprendi a tocar Mozart no piano com a minha avó, que a próxima geração chame isso tudo de "música ultrapassada" e pare de ouvir, não ligo."
Essas discussões mentais são atraentes, mas não consigo achar ridículo depois que está no papel, não sei o que estou fazendo.

0 Comentários:
Postar um comentário
Links para esta postagem:
Criar um link
<< Início