Mindfuck
Seja uma Ideologia uma "séria de assertos semióticos, baseados em pontos de vista anteriores, sejam ou não explicitados, ou na escolha de seleções circunstanciais que atribuem uma dada propriedade a um semema, ao mesmo tempo ignorando ou ocultando outras propriedades contraditórias, que são igualmente predicáveis daquele semema por causa da natureza não linear e contraditória do espaço semântico" formando uma "argumentação que, enquanto escolhe explicitamente uma das possíveis seleções circunstanciais do semema como premissa, não torna explícito o fato de existirem outras premissas contraditórias ou premissas aparentemente complementares que levam a uma conclusão contraditória, ocultando assim a contraditoriedade do espaço semântico" ou que "quando compara duas premissas diferentes, escolhe aquela que não possui marcas contraditórias, ocultando assim, de maneira consciente ou inconsciente, as premissas que poderiam comprometer a linearidade da argumentação".
A Operação Mindfuck tem como objetivo a desestruturação das Ideologias, cuja formação é considerada um "processo de degeneração" dos "subsistemas semânticos" componentes de uma Cultura, através de atitudes que demonstrem "quanto o universo semântico é mais complexo do que as ideologias querem fazer crer".
Uma dessas atitudes toma a forma de atuar-se sobre as circunstâncias em que as mensagens são recebidas de modo a mudar-lhes o conteúdo sem afetar a expressão propriamente dita. A este ataque aos discursos formados se dá o nome de Guerrilha Semiológica, "uma tática da decodificação em que a mensagem, enquanto expressão, não muda, mas o destinatário redescobre a sua liberdade de resposta".
Sim, terminei de ler o Tratado Geral de Semiótica, e este é o meu resumo operacional. Tudo entre aspas é de autoria de Umberto Eco. A definição acima é uma elaboração muito mais sofisticada da já apresentada aos membros da venerável comunidade #wicca nos tempos de então.




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