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Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Conto: Trance

O homem sentado no banquinho de costas para o bar procurava sua jovem acompanhante na pista de dança. O barman já não sorria mais quando lhe pedia uma nova dose de uísque -- provavelmente já dava sinais de embriaguez. Como saberia? Por que se importar? Ele é ele, e pronto, tanto de um jeito como do outro. Além disso, está pagando.

Ele está ali descansando. Mais cedo esteve na pista de dança com ela balançando como um louco. Ele gosta de girar ouvindo esta porcaria, ou parar para observá-la a pequena distância derramando sensualidade sobre ele. A música, a pista, as cores estroboscópicas, oferecem uma embriaguez toda especial -- de um tipo que ele não agüenta por muito tempo. Rapidamente os animados rapazes e as sensuais moças perdem o glamour e os movimentos frenéticos excitados, enérgicos, ressurgem como desesperados, angustiados, artificiais, refletidos em olhos marcados pela influência das drogas. Sua acompanhante se transformava então em uma dançarina profissional com seus gestos codificados cumprindo o ritual do desejo. Nesses estado de opressão realista o corpo do homem perde velocidade e, antes que a situação fique mais constrangedora para sua parceira, dá sinal de que quer falar com ela segurando gentilmente seu rosto contra o seu e falando ao pé do ouvido.

-- Estou entediado com essa música repetitiva dos infernos, vou ali no bar.

Ela ouve Vou ali no bar, balança a cabeça em consentimento, e prossegue incansável.

Agora, sentado de costas para o balcão, a procurava na pista de dança. Ela, no fim das contas, o encontrou, e acenou com a mão; finalmente ele pôde parar de se lembrar para admirar o presente em forma de uma bela mulher.

Ela usa uma provocante minissaia, uma blusinha preta com firulas que brilham quando bate a pouca luz do ambiente, e sapatos de salto. Com um suspiro cansado ele pensa se algum dia ela conseguirá evitar o hábito da profissão e acatar seu pedido de se vestir casualmente. Sua mente luta entre o cansaço ante essa forma estabelecida, essa dureza dos costumes, essa divisão pré-determinada entre as pessoas desse e daquele tipo no espaço geográfico, e o fascínio diante daquela forma entre as outras, a sensação calorosa de sua companhia contra a distância com as outras, desconhecidas, a ânsia que se forma lentamente sob a pele que deseja se comprimir contra outra.

Enquanto ela dança sua saia esvoaça exibindo suas formas de tal modo que uma libido normal só agüentaria sob pesada influência, e de súbito certos por quês espalhados por aquele ambiente se resolvem no devaneio do homem, que se desenvolve nele sem que o perceba enquanto admirava que ela dançasse tão sóbria de modo tão profundo e se movia com extrema destreza entre os homens e as mulheres que a cercavam enquanto se punha sempre visível para ele e às vezes o mirava nos olhos fazendo perguntas impossíveis de expressas em palavras -- ao menos, naquele estado.

-- Uma dose, por favor. -- disse, estendendo ao barman a ficha de consumo.

Este o atendeu com a mesma cara feia de antes. Talvez a cara dele fosse assim, simplemente -- feia.

Voltou a observar a pista e acrescentar à sua embriaguez, onde já moravam trance e uísque, os movimentos daquela forma de mulher que ele ainda reconhecia entre as outras, pensando no movimento, se lembrando de um ballet no Teatro Municipal, ele senta perto de sua prima, ou será sua irmã, e passa-se um tempo de voltas e saltos e ele percebe que pela primeira vez aquele espetáculo muscular lhe transmite uma informação além da mera admiração pela dificuldade, uma insinuação, uma expressão complexa, uma história contada em silêncio apenas por corpos em movimento, que o toca profundamente -- subitamente Sabrina surge vindo pela pista acompanhada de uma forma de mulher. O homem se prepara para usar a voz.

-- André, André! -- já chega de vindo de longe uma voz conhecida, com braços esticados e sorriso por toda parte. -- Quero te apresentar a minha amiga.

A amiga também usa uma saia, mais comprida, e uma blusa azul discreta, e um tênis aparentemente improvisado.

-- Esta é a Cíntia. -- diz Sabrina.
-- Muito prazer, senhorita. -- Se levanta para beijá-la no rosto.
-- Olá, muito prazer. -- diz Cíntia, sem decidir entre estar descontraída ou constrangida.

Com uma gargalhada divertida pela confusão da amiga Sabrina passa a mão por seu ombro e confidencia algo o mais baixo que pode, e enquanto transmitia sua elaborada opinião sobre seu companheiro, qualidades diversas que em seu íntimo se reuniam em apenas uma característica, um desinteresse profundo pelas estruturas de outras pessoas aliado a uma quase total falta de estruturas próprias, que para ela eram um achado, ele pensava em uma mulher de longos cabelos negros e um vestido creme, ou marrom claro, ou algo por aí, que senta sob a sombra de um carvalho no topo de uma colinha verdejante -- palavra esta que deveria significar muita grama e provavelmente incômodo para quem senta sobre ela, não se pode imaginar jardineiros aparando a grama de todas as colinas verdejantes -- e ele usava de toda uma técnica condicionada para oferecer atenção a Sabrina enquanto ela lhe contava com extremo sarcasmo sobre os planos da colega de trabalhar apenas para pagar os estudos em uma universidade particular cujo nome ele não captava enquanto tenta em pensamento o quanto pode desdenhar da imagem cinematográfica fabricada sobre as colinas verdejantes e com ela todas as formas e poses que se pretendem obter um valor imaginário e falha frente à sensação agradável de uma colina verdejante onde se senta uma moça tão bonita sob uma agradável sombra e um céu da tarde, e enquanto balançava a cabeça em uma cumplicidade fingida e ouvia sobre as aspirações de Cíntia a torre das suas opiniões sobre as estruturas desmorona em uma quase condescendência, quase camaradagem, com as moças e seus charmes, olhares indicativos, passeios de pura exibição, e rapazes com suas aproximações agressivas, ou cômicas, ou idiotas de tão alcoolizadas, e todos em grupos ora oprimindo ou sendo oprimidos ora se juntando anonimamente à atividade comum, entre desejos e angústias que se dissolvem em um simples imperativo que é a vida. Seu cérebro quase derrete por completo nesse pensamento quando então percebe que o corpo que lhe está atrelado atualmente está conversando, animado, com as mulheres de quem acaba de se lembrar.

-- ..tropeçando escada abaixo, olha isso, logo depois de dizer Ei, companheiro, eu te seguro! e caio bem em cima dela -- está em pé, fazendo todo um teatro -- e quando percebo o que fiz, digo: perdão, achei que fosse uma almoçada! -- os braços vão à cabeça e a careta de criança arteira completam o show, e as mulheres riem ridiculamente.
-- Você é muito esquisito! -- diz Cíntia, mordendo os lábios.

Com as últimas forças do seu aparto da razão o homem faz uma conta mental em reais. Satisfeito com o resultado, ele passa os braços pelas cinturas de suas companheiras, aperta com gosto suas bundas ganhando ais e uis e faces de apenas meia reprovação e completa.

-- Vamos, mulheres, hoje é o dia do prazer.

E as leva para a pista de dança, iniciando ou finalizando o processo fatal, assinando o contrato cujos termos veio discutir, realizando o comércio de homes e mulheres sem remorso ou culpa pelo simultâneo desejo e desinteresse, glamour e grosseria, pois a fantasia do amor, do pouco que lhe restou após meia vida de erros, foi finalmente cremado e jogado em cinzas ao mar do uísque ao som da música eletrônica em um funeral atendido pela irmandade nem um pouco secreta dos que vivem como podem em meio às satisfações e as necessidades, fingindo ter importância aquilo que é mera aparência, tornando totalmente aparência aquilo que é no fundo valor, saudando aquelas cinzas arrastadas pelas ondas que deixam para trás um corpo a ser preenchido por sucessivos instantes de paixão e fúria intercalados por eternidades do mais puro tédio.

Bibi

Passei o domingo com a minha afilhada, Bibi.
Eu adoro a Bibi com o seu olhar basé de Eu não ligo pra você.
Depois de passar um dia juntos chega a hora de ir ao cinema com mamãe.
Beijos e beijos pra todo lado, beijo na Bibi, vamos saindo pela porta.
Então a guria começa a chorar.
Quando eu olho pro chão lá está ela engatinhando até a porta. Ela pára choramingando no meu pé, olha pra cima e faz aquela carinha. Ó ceus.
Peguei ela no colo outra vez e enchi de beijinhos.

Sábado, Agosto 26, 2006

Tereza, Tomas, e o cachorro

[P] "Do caos confuso dessa idéia germina no espírito de Tereza uma idéia blasfematória: o amor que a liga a Karênin [o cachorro] é melhor que o amor entre ela e Tomas."
[P] "Melhor, não maior. Tereza não quer acusar ninguém, nem a si própria, nem a Tomas, não quer afirmar que poderia se amar _mais_."
[G] Você que escreveu?
[P] "Parece-lhe apenas que o casal é criado de forma tal que o amor do homem e da mulher é _a priori_ de uma natureza inferior ao que pode existir (pelo menos na melhor das versões) entre um homem e um cachorro -- essa coisa estranha da história do homem, que o Criador certamente não previu."
[P] Não, Milan Kundera.
[P] "É um amor desinteressado: Tereza não pretende nada de Karênin. Nem mesmo amor ela exige. Nunca precisou fazer as perguntas que atormentam os casais humanos:"
[P] "Será que ele me ama? Será que gosta mais de mim que eu dele? Terá gostado de alguém mais do que de mim?"
[G] É claro que ela não se pergunta isso porque, bem, o cachorro está lá, sabe. E vai estar lá.
[G] O risco dele trocá-la por outra é muito pequeno.
[P] "Todas essas perguntas que interrogam o amor, o avaliam, o investigam, o examinam, será que não ameaçam destruí-lo no próprio embrião?"
[P] "Se somos incapazes de amar, talvez seja porque desejamos ser amados, quer dizer, queremos alguma coisa do outro (o amor), em vez de chegar a ele sem reivindicações, desejando apenas sua simples presença."
[P] São dois parágrafos do Insustentável Leveza.
[G] Excelente.
[G] A filosofia pode ser discutível, mas o cara escreve muito bem.
[P] A narrativa do Kundera é como uma série de reflexões que se desenvolvem na forma de personagens e as situações que vivem.
[P] Ele explicita isso, e às vezes diz: Ora, suponha: um homem está com sua mulher...
[G] Se liga, eu quero ler isso.
[G] Tô indo almoçar, abração e boa viagem, véio.
[P] Até.

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Gesso

Tô sem o braço direito.
Quase comprando pilha pro gravador...
Não acredito que vou passar quinze dias sem usar uma caneta. :-(
(Não sei qual é o problema, diz uma voz, essa porcaria está largadas às traças mesmo.)
Ora, foda-se você.

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

Viagem

Devo estar em São Paulo no fim de semana de 10 a 13 de Novembro.
Sim, dia 13 é uma segunda-feira.
Vou ao show do New Order. :-)

Gostei de Ler

Clique no link. Boa leitura.

Vida de Escritório

-- Cara, quem largou essa porra aqui?
-- Largou o quê?
-- Três folhas em branco.
-- Que coisa significativa, cara.
-- É. Será que a pessoa pensou, Vou dizer a esse cara o quanto ele vale, e então pôs aqui três folhas em branco. Sabe que, no kung fu, quando você faz um movimento três vezes é como se você estivesse fazendo um número ilimitado de vezes.
-- Sei.
-- Então, aqui estão três folhas em branco, é como se fossem infinitas folhas em branco, eu sou a ilimitada capacidade de expressão que resulta em nada significativo.
-- Que maneira poética de esculachar uma pessoa.
-- É. Vou dar esse mote pra um amigo meu que é poeta, pedir pra ele escrever o Poema de Pedro.

Preciso de Tempo!!1

Não consigo terminar isso de jeito nenhum, e todo tempo que me sobra vai embora tenso por causa da UERJ. ¬¬

Um trecho.

"Eu bocejava em espírito enquanto sorria de leve como se deve sorrir ao ouvir sobre um assunto muito interessante enquanto ela me falava sobre a última exposição -- ou coisa parecida."

"Era importante para mim não sair sozinho naquela noite, por isso havia convidado patrícia para jantar. Em casa, enquanto preparava as coisas da bolsa de couro, pensei em Patrícia ao acertar o meu relógio para não errar o itinerário -- ela tem uma irritante mania com horários. Mas me pareceu sincrônico. Liguei."

" -- Patrícia? Oi, meu bem. O que acha de uma boa massa e vinho tinto? É, o tempo está, não está? Põe aquele vestido vermelho, vou te buscar às 21h."

"Guardei os instrumentos na bolsa de couro. Ouvi Mahler esperando o rádio-taxi chegar. Normalmente eu tomaria um ônibus, mas, como expliquei, essa mulher tinha uma mania com horários."

Acho que está muito enxuto o tempo que ele passa sozinho, meu personagem é um cara absorto, pensei no seguinte enquanto ele espera o rádio-taxi:

"Durante a viagem -- companheiro, vamos para a Primeiro de Março, mas antes passamos na Paissandu esquina com a Praia, okay? -- imaginava a continuação da sinfonia que eu estava ouvindo. O que é um clássico moderno? Como pode ser clássico algo criado praticamente no século 20? Eu detestava a denominação "música erudita", mas não temos mais nomes pra isso, é "música clássica" ou "música erudita". Não me considerava um erudito por ouvir Mahler, ou algum dos Bach, me incomodava admitir em público o quanto eu gosto de Mozart, metade dos olhares satisfeitos em aprovação, metade enfadado como se dissesse "gostar de Mozart tá na cartilha, né", eu não ligo, aprendi a tocar Mozart no piano com a minha avó, que a próxima geração chame isso tudo de "música ultrapassada" e pare de ouvir, não ligo."

Essas discussões mentais são atraentes, mas não consigo achar ridículo depois que está no papel, não sei o que estou fazendo.

Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Poesia

[P] FULANA surgiu online no MSN ontem.
[G] Eu sei, até te passou o link da gatinha lá.
[P] Eu havia esquecido que ela estava bloqueada no meu MSN, só desbloqueei ontem.
[G] Ontem foi então o dia de reatar contatos.
[P] Ela foi super amiguinha.
[G] Ela gosta de você, seu escroto.
[P] É, gosta. OUTRA FULANA também gosta.
[G] Gozado você ter dito isso.
[G] Você deu algumas chances a OUTRA FULANA.
[G] Bom, isso não é problema meu.
[P] É na diferença entre o que as pessoas sentem pra si e como elas se comportam que se fodem os poetas.
[P] Ou se fodiam, eu nunca li poetas modernos, só os que estão mortos há muito tempo.
[G] Nunca leu Kerouac, Ginsberg, nada assim?
[G] Ah, mas você lê Bukowski.
[P] Eu leio o cronista, não o poeta.
[G] É a mesma pessoa.
[P] O poema mais moderno que eu li foi o Âmbar Gris do Rubem Fonseca, que com certeza estava tirando uma com a cara de alguém quando publicou aquela merda.
[G] Não conheço.
[P] Quando você estiver lá em casa eu te mostro.

Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Vida de Escritório

O sujeito passa aqui do meu lado olhando pra baixo, resmungando, "...porra, só o Eurico mesmo pra ir contra a Microsoft..."

Penso eu: hein? Tiro o headphone e pergunto:

-- Ô [FULANO], que porra é essa?
-- O Eurico Miranda, cara.
-- O quê que tem?
-- Tá processando a Microsoft.
-- Ué... Pelo quê?
-- Porra, malandro, diz ele que estava usando o Windows e de repente surgiu no topo da janela: Sem Título... Aí ele falou: Porra, isso não! O Vasco faz o maior esforço pra Microsoft se apropriar da marca assim?

É rir pra não chorar, né, vascaínos?

Crianças

Nesse domingo senti uma vontade irresistível de descer ao play do prédio para treinar um pouco de kung fu longe de todas as vozes emanadas da televisão -- que por sinal estão criando um asco insuportável ao inglês falado em mim e na minha mãe.

Lá embaixo acabei por impressionar um grupo de meninas de menos de dez anos com aquele monte de movimentos esquisitos e por fim fiz uma penca de pequenos amigos.

As crianças são criaturas muito mais interessantes que os adultos: são simples, tão extremamente simples que chegam a ser desconcertantes.

Eu havia elegido este banco como minha base de operações, guardava ali meu copo d'água, minhas chaves e meu telefone celular enquanto chutava e socava e girava daquele jeito doido. Estava sentado ali descansando quando de repente chegam todas correndo -- estava jogando pique-bola -- e sobem no banco e rapidamente estou soterrado por crianças.

O banco é o "altos" da brincadeira, mas não cabia tanta criança naquele banco comigo sentado ali. Enquanto vinha a menina com a bola na mão eu ri e disse:

-- Assim não vai caber todo mundo aqui no altos, é melhor vocês correrem.

Realmente não cabia, e uma das meninas estava equilibrada em pé na pontinha do banco. Um guri gordinho, meu vizinho, olha pra mim e retruca:

-- Vai caber se você sair daí e for sentar lá no outro banco.

Cara de pau, hein?




Houve uma tarde em que eu fazia as vezes de babá da minha prima-sobrinha Mariana. Eu gosto muito da Mariana por ela ser tão energética; crianças energéticas tem uma relação muito saudável com suas próprias vontades; mas essa relação nem sempre é saudável para nós pobres outras-pessoas.

Depois de dançar e correr e jogar bola e fazer sabe-se lá mais o quê eu joguei a toalha. Claro que, sendo um sujeito sábio, eu joguei a toalha e disse:

-- Estou cansado, não quero mais brincar.

bem antes de realmente estar cansado e não querer mais brincar: é preciso recursos para negociar. Como de se esperar minha prima-sobrinha se revoltou e disse:

-- Não, não, mais um pouco, só mais um pouco, Pedrinho!

e eu tanto teimei que ela fez uma careta maligna e me deu um beliscão sinistro no braço. Enquanto torcia o meu braço dizendo "mais! mais!" eu olhei bem naqueles olhos e disse:

-- Se você acha que me machucar vai resolver o seu problema, é melhor pensar com mais calma.

Ela me deixou um roxo bonito no braço. Mas, quando percebeu que me beliscar não ia me fazer mudar de idéia, recolheu os braços com cara de pobrezinha, olhou pra baixo e disse.

-- Me desculpa, tá? Vamos brincar mais, por favor?

Naturalmente, nós brincamos mais um pouco.

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Quiz

Clica no link do título.

Gaitero, continue tocando!

Encomendei hoje dois CDs da dupla Léo Canhoto & Robertinho.
É isso aí. Cachaça com farinha pra todos. É pra encher a cara, HËN!
Gaitero, toca um negócio aí!